Nesta terça-feira (19), a ditadura de Nicolás Maduro proibiu todas as atividades relacionadas a drones na Venezuela. A medida abrange a compra, venda, fabricação, importação, distribuição, instrução, treinamento, registro e operações de voo dos equipamentos. O bloqueio vale por 30 dias, podendo ser prorrogado.
A ordem foi assinada por quatro ministros do regime, entre eles o chanceler venezuelano Diosdado Cabello e o ministro da Defesa Vladimir Padrino López. Segundo o comunicado, a decisão visa proteger o povo venezuelano “contra qualquer ameaça interna ou externa pelo uso inadequado de objetos que se movam ou sejam mantidos no ar, que constituam risco à defesa integral do território nacional e demais espaços geográficos”.
A restrição ocorre em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos. Na segunda-feira (18), Maduro anunciou o deslocamento de 4,5 milhões de milicianos, integrantes da Milícia Nacional Bolivariana, uma força popular ligada às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), para todo o país. De acordo com o ditador, a ação faz parte de um “plano de paz”. “O plano de paz, que prevê a mobilização de toda a capacidade das milícias no território e por setores, estabelece a presença da Milícia Nacional Bolivariana em todos os territórios do país”, declarou Maduro, sem detalhar em quais regiões os milicianos serão destacados. Ele também afirmou que as milícias devem estar "preparadas, ativadas e armadas".
A escalada ocorre após os Estados Unidos aumentarem para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Nicolás Maduro, acusado por Washington de envolvimento com o narcotráfico e outros crimes transnacionais. Na semana passada, a CNN informou que os EUA estão mobilizando 4.000 agentes, principalmente fuzileiros navais, para a região da América Latina e Caribe, com o objetivo de combater cartéis de drogas. A operação envolve ainda aeronaves, navios e lançadores de mísseis. Em resposta, Diosdado Cabello afirmou que autoridades venezuelanas também estão em alerta e mobilizadas nas águas do país.
Francielle Barroso
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