Em denúncia divulgada pelo Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia (SZR), nesta quarta-feira (27), o governo ucraniano acusou a Rússia de utilizar a estrutura do grupo dos Brics para recrutar mulheres com o objetivo de empregá-las na produção de drones posteriormente usados na guerra.
Segundo a investigação ucraniana, o esquema teria sido operacionalizado em um evento realizado recentemente na Rússia. Em maio deste ano, durante um fórum focado em empreendedorismo feminino, o braço da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics (WBA) na África do Sul assinou uma série de acordos de cooperação com empresas russas.
Entre os pactos firmados, estaria o envio de 5,6 mil mulheres sul-africanas para trabalhar na Alabuga Start, empresa apontada pela Ucrânia como responsável pela linha de produção de drones russos. O acordo entre a aliança sul-africana e o setor empresarial russo é público e consta no site oficial da WBA.
Esquema de recrutamento
De acordo com o relatório do serviço de inteligência da Ucrânia, a Rússia estaria recrutando mulheres de países economicamente vulneráveis para atuar na fabricação de drones em solo russo. O processo ocorreria por meio do programa Alabuga Start, que oferece supostas oportunidades de emprego na Rússia.
As investigações apontam que estruturas ligadas aos Brics estariam sendo utilizadas para atrair essas jovens. Elas receberiam, ao ingressar no programa, promessas de altos salários e perspectivas de carreira no país. No entanto, ao chegarem à Rússia, seriam direcionadas para a produção de drones na região do Tartaristão — uma das maiores zonas industriais russas.
Alice Gabrielly
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