A Intelligence Authorization Act (Lei de Autorização de Inteligência) de 2026 conta com um trecho adicionado pelo Congresso dos Estados Unidos, que prevê uma investigação sobre a influência da China no agronegócio brasileiro. Aprovada em dezembro de 2025, a medida é prevista na Seção 6705 da lei, que trata do Orçamento anual de Defesa norte-americano.
Na Lei de Autorização de Inteligência é a responsável por definir as diretrizes e autorizar orçamentos para as agências de inteligência norte-americanas, orientar as prioridades de coleta, análise e relatórios de informações de segurança nacional. Na Divisão F é disposto uma série de seções com diferentes prioridades de inteligência e competência estratégica dos EUA.
Em 2026, o texto ganhou uma inovação: o acréscimo de uma série voltado especificamente a requerimentos sobre a China, incluindo relatório relacionado a operações de influência, riqueza da liderança do Partido Comunista Chinês. O que chamou a atenção porque, nesse mesmo cenário, há um trecho de orientação do relatório de avaliação sobre os investimentos chineses no setor agrícola brasileiro.
A orientação está presente na Seção 6705 da Intelligence Authorization Act de 2026, e determina ao Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, juntamente com o secretário de Estado e o secretário de Agricultura, façam uma avaliação sobre o grau e extensão dos investimentos no setor agrícola brasileiro feitos pela República Popular da China.
Essa avaliação inclui infraestrutura, produção de energia, terras, e pede, com detalhes, o nível de engajamento entre o presidente chinês, Xi Jinping, com os líderes brasileiros do setor. Além disso, deve abordar o nível de envolvimento do governo chinês o agronegócio brasileiro, a intenção estratégica dos investimentos, número de entidades chinesas no setor e os impactos sobre cadeias de suprimentos, mercado global e segurança alimentar.
Carolina Matta
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