A Organização Não Governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR), que atua em prol dos direitos humanos no Irã, afirmou que há estimativas de que mais de 6 mil manifestantes podem ter sido mortos na onda de protestos iniciada no fim de dezembro no país.
O número de mortos noticiado oficialmente está na casa dos 600, entretanto, a entidade afirma que a quantidade pode ser dez vezes maior. O foco inicial das manifestações era a situação econômica do país, porém, com o aumento da repressão, as pessoas começaram a reivindicar a queda do regime iraniano.
“Autoridades da República Islâmica descreveram os manifestantes como arruaceiros, mohareb (inimigos de Deus), terroristas e agitadores, associando-os a Israel e aos EUA, crimes puníveis com a pena de morte”, diz um artigo publicado no site oficial da ONG.
Ainda conforma a IHR, as autoridades iranianas prometeram tratar os casos “com severidade” e “rapidez” em varas especiais dos Tribunais Revolucionários.
Thais Guimarães
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