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Internacional

Oposição denuncia manutenção de presos políticos na Venezuela

A oposição afirma que os dados apresentados pelas autoridades não correspondem à realidade observada.

A oposição venezuelana contestou o anúncio do governo de Nicolás Maduro sobre a libertação de presos políticos e afirmou que não há comprovação de que a medida esteja sendo cumprida conforme divulgado oficialmente. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (13), cinco dias após o anúncio do regime, a oposição afirma que os dados apresentados pelas autoridades não correspondem à realidade observada por organizações independentes.

Segundo o governo, 116 pessoas teriam sido libertadas até a segunda-feira (12). No entanto, entidades de direitos humanos dizem ter confirmado apenas 56 liberações até o meio-dia desta terça, número que representa menos de 5% do total estimado de mais de mil presos por motivos políticos no país. O texto denuncia ainda que muitos dos libertados seguem submetidos a medidas cautelares consideradas abusivas.

A oposição também aponta falta de transparência no processo, com ausência de listas oficiais e de comunicação prévia às famílias. Parentes de detentos permanecem acampados diante de centros de detenção, aguardando informações em condições precárias, expostos a riscos à saúde. Segundo o comunicado, não houve qualquer melhora nas condições de quem continua preso, inclusive de detentos com doenças graves.

O texto cita a morte de Edison José Torres Fernández, de 52 anos, que teria falecido sob custódia após uma crise hipertensiva sem atendimento adequado. Ele é o oitavo preso político a morrer sob custódia do Estado desde as eleições de 28 de julho de 2024. Ao final, a oposição sustenta que não há possibilidade de transição política enquanto houver presos por razões políticas e reafirma a exigência de libertação imediata, total e verificável de todos os detentos nessa condição.

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