O governo venezuelano libertou ao menos 19 jornalistas e profissionais da imprensa nesta quarta-feira (14), em meio a um processo gradual de soltura de presos políticos anunciado na semana passada. Segundo entidades da categoria, 24 jornalistas estavam detidos no país, alguns presos enquanto realizavam cobertura nas ruas.
De acordo com dados do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa, ainda permanecem encarcerados nomes como Rory Branker, editor do site La Patilla, crítico ao governo e atualmente bloqueado, além do oposicionista Juan Pablo Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado. O regime afirma já ter libertado centenas de detidos, mas não divulgou uma lista oficial com os nomes.
Organizações de direitos humanos afirmam que o ritmo das libertações é lento e cercado de falta de transparência. O grupo Foro Penal contabiliza ao menos 72 presos políticos soltos, enquanto o governo fala em mais de 400 libertações, sem esclarecer o período ou os critérios utilizados. Crimes considerados graves, como homicídio e tráfico de drogas, estariam fora das análises.
Entre os libertados há cidadãos estrangeiros, incluindo espanhóis, norte-americanos e um peruano, segundo governos envolvidos. A libertação de presos políticos segue como uma das principais exigências da oposição venezuelana e de organismos internacionais, enquanto familiares de detidos continuam à espera de informações sobre parentes ainda sob custódia do Estado.
Caroline Vitorino
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