Nesta quinta (22), Rafael Tudares Bracho, genro do opositor Edmundo González Urrutia, foi libertado pela ditadura venezuelana. Rafael estava preso desde janeiro de 2025 sob a acusação de terrorismo. A informação foi divulgada por sua mulher em uma publicação feita na plataforma X.
“Tenho o prazer de informar que, após 380 dias de detenção injusta e arbitrária e tendo sofrido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu marido, Rafael Tudares Bracho, retornou para casa nesta manhã”, relatou Mariana.
Cumplo con informar que, luego de 380 días de una injusta detención arbitraria y, de haber padecido, durante más de un año, una inhumana situación de desaparición forzada, mi esposo Rafael Tudares Bracho ha regresado a casa, esta madrugada.
— Mariana Gonzalez de Tudares (@MarianaGTudares) January 22, 2026
Ha sido una lucha estoica y muy dura… pic.twitter.com/WfJ1PWvsY5
A soltura é mais uma das que marcam o processo de libertação de presos políticos anunciados pela ditadora interina Delcy Rodríguez, sob pressão dos Estados Unidos. Tundares foi preso enquanto levava filhos à escola.
À época, agentes encapuzados o abordaram e o levaram sem apresentar mandado. No mesmo período, o regime o acusou de terrorismo, conspiração, associação para delinquir e lavagem de dinheiro.
A detenção ocorreu meses após a reeleição de Nicolás Maduro, em um pleito contestado pela oposição. González Urrutia disse que venceu a disputa e, diante dos resultados proclamados pelo sistema eleitoral chavista, decidiu se exilar na Espanha.
De acordo com o presidente do Foro Penal, Alfredo Romero, o regime ainda mantém mais de 700 pessoas encarceradas em condições atrozes.
Leandro Soares
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