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Internacional

Relatório da CIA revela o motivo de Donald Trump ter mantido aliados de Maduro no poder

O relatório apontou que a manutenção do regime chavista seria a alternativa para garantir estabilidade.

Uma avaliação confidencial da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) teria sido determinante para a estratégia adotada pelo presidente Donald Trump em relação à Venezuela. De acordo com fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, o relatório, compartilhado com a Casa Branca, apontou que a manutenção do regime chavista seria a alternativa mais viável para garantir estabilidade no curto prazo no país.

A análise concluiu que aliados próximos de Nicolás Maduro, entre eles a então vice-presidente Delcy Rodríguez, estariam em posição mais favorável para conduzir um eventual governo provisório, caso o ditador fosse afastado do cenário político. Segundo a reportagem, Trump e um grupo restrito de integrantes de sua equipe de segurança nacional tiveram acesso ao documento semanas antes de anunciar que Delcy seria a principal interlocutora dos Estados Unidos em Caracas, deixando de lado a líder opositora María Corina Machado.

Foto: Reprodução/Casa BrancaNicolás Maduro capturado
Nicolás Maduro capturado

Conforme o jornal, a avaliação reforçou uma convicção já manifestada por Trump em seu primeiro mandato: a estabilidade na Venezuela dependeria do apoio das Forças Armadas e das elites políticas ao nome escolhido para suceder Maduro. O relatório da CIA também citou outras duas figuras influentes do chavismo como possíveis opções para um governo interino, embora não tenha revelado oficialmente os nomes.

Entre os principais articuladores do regime aliados de Maduro estão o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Ambos, no entanto, enfrentam acusações criminais nos Estados Unidos e são vistos como lideranças pouco dispostas a cooperar com o governo Trump.

Ainda segundo as fontes, desde o ano passado a CIA manteve contato direto com uma fonte ligada ao círculo íntimo de Maduro, que repassava informações sobre seu paradeiro. Esse monitoramento teria sido fundamental para permitir a atuação das forças especiais americanas, que removeram o ditador e sua esposa durante uma operação realizada na madrugada do último dia 3.

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