O Governo de Israel afirmou nesta quarta-feira (18) ter matado o ministro da Inteligência do Irã, Esmaeil Khatib, durante um ataque aéreo realizado na noite anterior em Teerã. A ação marca mais um capítulo da escalada militar entre os dois países, que vêm intensificando confrontos diretos nas últimas semanas.
Em pronunciamento, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que novas ofensivas estão previstas ao longo do dia. Segundo ele, “surpresas significativas” devem ocorrer em diferentes frentes, ampliando a guerra contra o Irã e o grupo Hezbollah, no Líbano.
Katz também afirmou que o governo autorizou as Forças Armadas a eliminarem autoridades de alto escalão iranianas sem necessidade de aprovação adicional, indicando uma mudança na estratégia militar israelense.
A declaração acontece um dia após Israel anunciar a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e uma das figuras mais influentes do regime. No ataque, também morreram seu filho, assessores e membros da equipe de segurança, conforme confirmado por autoridades iranianas.
A resposta de Teerã foi imediata. A Guarda Revolucionária do Irã prometeu vingança em comunicado divulgado pela imprensa estatal, afirmando que não esquecerá a “sede de sangue deste grande mártir, nem a de outros mártires". Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que uma “severa vingança” será aplicada contra os responsáveis pelos ataques.
Israel informou avanços militares no Líbano. De acordo com o Exército israelense, mais de 80 estruturas do Hezbollah foram desmanteladas no sul do país, além de novos bombardeios realizados durante a madrugada, incluindo áreas da capital, Beirute.
Em retaliação, forças iranianas e o Hezbollah lançaram ataques conjuntos contra o território israelense. Um dos bombardeios atingiu a cidade de Ramat Gan, na região metropolitana de Tel Aviv, deixando ao menos dois mortos. Com isso, o número de vítimas em Israel desde o início da ofensiva contra o Irã, em 28 de fevereiro, chegou a 14. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ainda ter disparado mísseis contra Tel Aviv como represália direta à morte de Ali Larijani.
Francielle Barroso
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