A China afirmou, nesta segunda-feira (2), que não está próxima de vender mísseis ao Irã. Em declaração à imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, classificou como “falsa” a informação divulgada pela agência Reuters sobre um suposto acordo entre os dois países.
Segundo a reportagem, China e Irã estariam próximos de concluir uma negociação envolvendo mísseis antinavio CM-302, capazes de ser lançados por terra, ar e plataformas marítimas. O armamento possui velocidade supersônica, alcance aproximado de 290 quilômetros e capacidade de driblar defesas navais.
No entanto, o governo chinês negou qualquer avanço nesse sentido e reforçou que não há tratativas em estágio avançado para fornecimento de armamentos.
Negociações e interesses militares
De acordo com a Reuters, as negociações estariam em andamento há cerca de dois anos, com base em informações repassadas por seis fontes com conhecimento do assunto. Além dos mísseis antinavio, o Irã buscaria adquirir sistemas terra-ar, armas antibalísticas e equipamentos antissatélite.
As informações foram divulgadas em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, após recentes confrontos envolvendo potências regionais e internacionais.
Escalada no Oriente Médio
A publicação ocorreu poucos dias depois de uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos, no sábado (28). A ação resultou na morte de autoridades de alto escalão, entre elas o líder supremo Ali Khamenei.
Após os ataques, o confronto se espalhou pela região, com respostas iranianas contra bases norte-americanas. O país lançou mísseis e drones contra alvos em pelo menos 14 países, ampliando o temor de uma guerra regional.
Posição diplomática da China
Diante da escalada do conflito, a China condenou as ações da aliança entre Estados Unidos e Israel e afirmou ser “inaceitável” o assassinato de um líder de outro país.
O governo chinês também defendeu um cessar-fogo imediato e a retomada das negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, reforçando seu posicionamento a favor de uma solução diplomática para a crise.
Pequim tem buscado manter uma postura de equilíbrio no cenário internacional, evitando envolvimento direto no conflito e defendendo o diálogo como principal instrumento para a estabilização da região.
Caroline Vitorino
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