O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nessa terça-feira (3) o envio de reforços militares ao Oriente Médio. Entre as ações determinadas está o deslocamento do porta-aviões Charles de Gaulle, acompanhado por fragatas de escolta, que já seguem em direção ao Mar Mediterrâneo.
Em pronunciamento oficial, Emmanuel Macron afirmou que autorizou o envio do porta-aviões, de seus meios aéreos e da frota de apoio para a região. Também foram deslocados caças Dassault Rafale, sistemas de defesa antiaérea e aeronaves de vigilância. Para o Chipre, a França enviará a fragata Languedoc e equipamentos antiaéreos. A medida foi adotada após um drone atingir a base britânica de RAF Akrotiri. Após o incidente, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou o envio de um navio de guerra e helicópteros para reforçar a segurança na área.
Macron também comentou a ameaça do Irã de atacar embarcações que cruzem o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente. Após o fechamento da região por Teerã, grandes companhias de navegação suspenderam operações. O presidente francês defendeu a formação de uma coalizão internacional, inclusive com meios militares, para proteger as principais rotas marítimas da economia global. Segundo ele, a França já abateu drones “em legítima defesa” e duas bases francesas sofreram ataques limitados, com danos materiais.
Na segunda-feira (2), Macron anunciou ainda a ampliação do investimento em armas nucleares. Durante discurso na base de submarinos nucleares de Île Longue, afirmou ter determinado o aumento do número de ogivas, atualmente inferior a 300, como parte da modernização do arsenal e da manutenção do poder de dissuasão francês. A França é a única potência nuclear da União Europeia. O presidente ressaltou que qualquer decisão sobre o uso do arsenal continuará sendo prerrogativa exclusiva do chefe de Estado francês.
Izabella Furtado
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