O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (24) que o bloqueio naval imposto pelos EUA contra embarcações ligadas ao Irã está se expandindo em escala global e que nenhuma embarcação consegue deixar o Estreito de Ormuz sem autorização da Marinha norte-americana.
Segundo Hegseth, o cerco militar já ultrapassa a região do Golfo e passou a atingir rotas internacionais. Ele declarou que, nesta semana, dois navios da chamada “frota clandestina iraniana” foram interceptados após deixarem portos do Irã antes da entrada em vigor do bloqueio.
“O bloqueio está se tornando global. Nenhum navio sai do Estreito de Ormuz para qualquer lugar do mundo sem permissão da Marinha dos EUA”, afirmou o secretário.
A operação militar foi iniciada no último dia 13, quando os Estados Unidos anunciaram o bloqueio naval contra qualquer embarcação com origem ou destino em portos iranianos. A medida faz parte da escalada de tensão entre Washington e Teerã em meio ao conflito envolvendo o Irã e aliados ocidentais.
De acordo com o general americano Dan Caine, pelo menos 34 navios já mudaram de rota ou retornaram após a imposição do bloqueio. Ele afirmou ainda que a Marinha dos EUA continuará realizando interceptações também nos oceanos Pacífico e Índico.
Na quinta-feira (23), o presidente Donald Trump autorizou ataques contra qualquer embarcação suspeita de instalar minas no Estreito de Ormuz, independentemente do porte. Trump sustenta que a passagem estratégica já está sob controle norte-americano.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás, sendo considerado um ponto estratégico para o comércio internacional.
Do outro lado, o Irã afirma que mantém o controle da região por meio da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Segundo o regime iraniano, o estreito foi fechado para embarcações no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.
A Marinha da Guarda Revolucionária diz estar utilizando lanchas rápidas e veículos subaquáticos não tripulados para posicionar minas e reforçar o bloqueio iraniano na região, aumentando ainda mais a tensão militar no Golfo Pérsico.
Wanessa Gommes
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