O Governo de Israel afirmou nesta quarta-feira (08) que o cessar-fogo de duas semanas no conflito envolvendo o país, os Estados Unidos e o Irã não se estende ao Líbano. “Israel apoia a decisão do presidente americano Donald Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, desde que o Irã abra imediatamente o estreito de Ormuz e cesse todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região”, declarou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em nota oficial.
“O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”, acrescentou o comunicado, contrariando, nesse ponto, uma fala do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo governo atuou como mediador nas negociações com o Irã. As Forças de Defesa de Israel (FDI) reforçaram a mesma posição em um novo comunicado divulgado posteriormente.
“Em conformidade com as diretrizes da cúpula política, as Forças de Defesa de Israel cessaram fogo na operação contra o Irã e estão altamente preparadas para responder defensivamente a qualquer violação”, informaram. “Simultaneamente, no Líbano, as FDI continuam realizando operações terrestres direcionadas contra a organização terrorista Hezbollah”, acrescentou o comunicado.
A retomada das ações militares no Líbano ocorre após o Hezbollah, grupo aliado de Teerã, iniciar ofensivas contra o território israelense em meio ao conflito com o Irã, que começou em 28 de fevereiro. Na noite de terça-feira (7), Estados Unidos e Irã anunciaram um cessar-fogo válido por duas semanas. Durante esse período, as partes devem discutir os termos de um possível acordo definitivo para encerrar a guerra.
“A razão para isso é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados [nas negociações] para um acordo definitivo sobre a paz a longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio”, escreveu Trump na rede Truth Social.
O governo iraniano informou que suas forças armadas vão coordenar a reabertura do estreito de Ormuz e que pretende cobrar pedágio pela passagem marítima durante o período de trégua.
Leandro Soares
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