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Internacional

Acusado de tentar matar Donald Trump se declara inocente

Ele também é acusado de porte de arma com intenção criminosa, cuja pena pode chegar a dez anos de prisão.

O americano Cole Thomas Allen, de 31 anos, acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, declarou-se inocente nesta segunda-feira (11) em audiência realizada em tribunal federal de Washington, D.C..

A sessão foi conduzida pelo juiz distrital Trevor McFadden. Vestido com macacão laranja e algemado, Allen permaneceu em silêncio durante a audiência. A declaração de inocência foi apresentada por sua advogada, Tezira Abe.

Foto: TruthSocial / @realDonaldTrumpCole Tomas Allen,  31 anos
Cole Tomas Allen, 31 anos

O réu responde por tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, crime que pode resultar em prisão perpétua. Ele também é acusado de porte de arma com intenção criminosa, cuja pena pode chegar a dez anos de prisão, além de disparo de arma durante crime violento, infração que também pode levar à prisão perpétua.

Acusação

Segundo a promotoria, Allen teria invadido uma área de segurança durante o tradicional jantar anual realizado no Washington Hilton, no último dia 25 de abril, armado com uma espingarda, uma pistola e facas. Ele teria disparado contra um agente do Serviço Secreto e ultrapassado um posto de segurança com o objetivo de atingir Trump e integrantes do governo. O agente atingido não sofreu ferimentos graves devido ao colete balístico.

As investigações apontam que o acusado viajou de trem até Washington levando o arsenal e havia reservado um quarto no hotel onde o evento aconteceria. Desde a prisão, ele está sob vigilância antissuicídio e isolado dos demais detentos.

Defesa questiona atuação do Ministério Público

A defesa informou que pretende contestar a participação do procurador-geral interino Todd Blanche e da procuradora federal Jeanine Pirro na condução do caso.

Os advogados alegam que ambos estavam presentes no jantar e poderiam ser considerados possíveis alvos do ataque, o que comprometeria a imparcialidade da acusação.

O advogado Eugene Ohm afirmou que “é totalmente inadequado que vítimas de um suposto evento como esse conduzam individualmente a acusação do caso”.

O Ministério Público tem prazo até 22 de maio para responder ao pedido da defesa. Em manifestação anterior, Jeanine Pirro rebateu as alegações e declarou que sua capacidade de conduzir o processo “não tem nada a ver com o fato de estar presente no evento”.

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