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Rumble e Trump Media pedem revelia do ministro Alexandre de Moraes em processo nos EUA

A informação foi divulgada pelo advogado norte-americano Martin De Luca, representante das empresas.

A plataforma de vídeos Rumble e a empresa de mídia Trump Media entraram, nesta quinta-feira (18), com um pedido na Justiça Federal dos Estados Unidos para que seja decretada a revelia do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em uma ação que tramita no país.

Segundo informações divulgadas pelo advogado norte-americano Martin De Luca, representante das empresas no processo, Moraes teria sido formalmente notificado por um método autorizado por um juiz federal norte-americano. De acordo com a argumentação apresentada, o prazo de 21 dias para manifestação teria expirado sem que o magistrado apresentasse resposta, comparecesse ao processo ou solicitasse prorrogação do prazo.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilMinistro do STF, Alexandre de Moraes
Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ainda conforme a defesa das empresas, o governo brasileiro tentou intervir no caso nos momentos finais do prazo processual, mas esclareceu à Justiça dos Estados Unidos que não atua como representante legal do ministro.

A ação judicial envolve questionamentos sobre decisões atribuídas a Moraes que, segundo os autores do processo, teriam impacto sobre plataformas digitais, conteúdos publicados por usuários e solicitações de dados relacionadas a pessoas localizadas nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução/XRumble e Trump Media pedem à Justiça dos EUA decisão por revelia contra Alexandre de Moraes
Rumble e Trump Media pedem à Justiça dos EUA decisão por revelia contra Alexandre de Moraes

Na petição, Rumble e Trump Media sustentam que o caso ultrapassa a discussão sobre a aplicação da legislação brasileira dentro do território nacional. As empresas alegam que o ponto central da disputa é definir se um magistrado estrangeiro pode adotar medidas com efeitos sobre empresas, usuários e conteúdos hospedados nos Estados Unidos.

Os autores também argumentam que a discussão envolve princípios relacionados à liberdade de expressão e à obtenção de dados de usuários norte-americanos, temas que, segundo eles, devem observar as garantias constitucionais e os procedimentos legais vigentes nos EUA.

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