Um homem identificado como Cleilson da Conceição Mendes, de 36 anos, condenado a mais de 24 anos de prisão pelo assassinato brutal de Gerciane Pereira de Araújo, de 25 anos, em Teresina, foi preso no povoado Marajá I, localizado no município de Alto Alegre do Maranhão.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da 16ª Delegacia Regional de Bacabal, logo após a expedição do mandado de prisão pela 3ª Vara da Comarca de Teresina. Cleilson havia sido condenado pelo crime ocorrido em abril de 2014, na capital piauiense, 12 anos depois.
De acordo com as investigações, a vítima foi assassinada com extrema crueldade. Na ocasião, o condenado arrancou os órgãos genitais da mulher e os colocou na boca dela, fato que chocou a população à época.
Em entrevista ao GP1, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que, logo após a condenação, houve troca de informações entre as forças de segurança do Piauí e do Maranhão, o que possibilitou a localização e prisão do condenado, que era considerado foragido da Justiça piauiense.
Diligências e prisão
Ao perceber a aproximação policial, o condenado se refugiou em uma área de mata. Equipes do Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural (COSAR) chegaram a ser acionadas para auxiliar nas buscas. No entanto, antes de novas incursões, Cleilson decidiu se entregar à Polícia Militar no município de São Luís Gonzaga do Maranhão.
Após a captura, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Bacabal, onde permanecerá à disposição da Justiça do Piauí.
O delegado Barêtta ressaltou que uma investigação criminal qualificada de homicídio, quando bem conduzida e devidamente instruída, produz um acervo probatório robusto capaz de resistir ao tempo. "O delegado Barêtta ressaltou que uma investigação criminal qualificada de homicídio, quando bem instruída, resulta em um acervo probatório sólido, materializado no inquérito policial, capaz de resistir ao tempo e garantir a responsabilização dos autores", destacou o delegado Barêtta.
Brunno Suênio
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