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Teresina - Piauí

Acusado de matar mulher e arrancar órgãos genitais é condenado a 24 anos e 6 meses de prisão em Teresina

O julgamento ocorreu na última sexta-feira (12), na 2ª Vara Criminal do Tribunal Popular do Júri.

O Tribunal do Júri condenou Cleilson da Conceição Mendes a 24 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Gerciane Pereira de Araújo, de 25 anos, que teve os órgãos genitais arrancados e colocados na boca, na madrugada do dia 16 de abril de 2014, zona norte de Teresina. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (12), na 2ª Vara Criminal do Tribunal Popular do Júri.

No dia do crime, Gerciane foi encontrada morta nas proximidades do Cemitério São José, na zona norte da capital, com sinais de extrema crueldade, com um profundo corte na região abdominal. A brutalidade do crime causou grande repercussão e mobilizou as forças de segurança durante as investigações, que ocorreram há 12 anos.

Foto: Arquivo PessoalGerciane Pereira de Araújo, 25 anos
Gerciane Pereira de Araújo, 25 anos

Em entrevista ao GP1, o diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Barêtta, afirmou que a vítima conheceu o autor do crime em um bar no bairro Primavera. Na ocasião do dia 16 de abril, Gerciane Pereira de Araújo ia pegar um mototáxi, mas o autor, que andava em uma motocicleta, ofereceu carona e os dois saíram. Essa foi última vez que Gerciane foi vista com vida. Horas depois, seu corpo encontrado logo pela manhã, nos trilhos, próximo ao Cemitério São José. A vítima morava com os pais, a avó e uma filha de seis anos no bairro Morro da Esperança, zona norte de Teresina.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Barêtta
Delegado Barêtta

As investigações foram conduzidas à época pela Delegacia de Homicídios de Teresina, sob coordenação do delegado Francisco Costa, o Barêtta. Durante o inquérito, testemunhas foram ouvidas e diversas diligências foram realizadas para reunir provas e identificar os responsáveis pelo homicídio. No ano seguinte, o acusado foi preso na cidade de São Luiz Gonzaga, no Maranhão.

Foto: Brunno Suênio/GP1Cleilson da Conceição Mendes
Cleilson da Conceição Mendes

Após a condenação, o delegado Barêtta destacou a importância da investigação criminal qualificada de homicídio, que atendeu os protocolos da investigação criminal preliminar e de seguimento, resistindo ao tempo.

“Um inquérito policial bem feito resiste ao passar do tempo, porque cria um alicerce probatório irrefutável. Ele impede a destruição de provas, neutraliza narrativas falsas e fornece ao Ministério Público a base legal sólida necessária para pedir a condenação. Quando a Polícia Judiciária atua respeitando estritamente os procedimentos legais e constitucionais, o trabalho investigativo torna-se inabalável diante das contestações da defesa, mesmo anos depois”, afirmou o delegado Barêtta ao GP1.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Barêtta, diretor do DHPP
Delegado Barêtta, diretor do DHPP

Segundo Barêtta, o conjunto de provas produzido durante a investigação foi determinante para demonstrar a responsabilidade criminal do acusado. “O caderno investigatório estabelece com clareza o nexo causal, o elo inequívoco entre a ação do autor material e o resultado criminoso. Foi um crime hediondo, praticado com requintes de extrema crueldade contra uma jovem mulher indefesa. Mais uma vez nos sentimos gratificados e com a consciência tranquila do dever cumprido”, concluiu o delegado Barêtta.

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