Matias Olímpio - PI

Estudantes e professores realizam ação social em Matias Olímpio

Eles ficarão até o 3 de fevereiro e atuarão em conjunto com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

Wanessa Gommes
Teresina
Débora Dayllin
Teresina
- atualizado

Alunos e professores da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) estão no município de Matias Olímpio, região Norte do Estado, oferecendo atendimento à comunidade carente. São oito alunos e dois docentes que estão na missão pela “Operação Parnaíba” do Projeto Rondon. Eles ficarão até o 3 de fevereiro e atuarão em conjunto com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

A ideia de levar a juventude universitária a conhecer a realidade brasileira e a participar do processo de desenvolvimento surgiu em 1966, durante reunião realizada no Rio de Janeiro, com a participação de universidades do então Estado da Guanabara, do Ministério da Educação e Cultural e de especialistas em educação.

  • Foto: Divulgação/AscomParticipantes do Projeto RondonParticipantes do Projeto Rondon

O Comitê de Orientação e Supervisão do Projeto Rondon foi quem escolheu o município piauiense para receber o projeto.

Segundo a diretora adjunta de Extensão da Famerp, Ana Maria Sabino, o projeto visa atender até 1,5 mil pessoas carentes. “Essa atividade é de grande importância para os acadêmicos. É uma oportunidade para exercitarem a cidadania dentro de sua formação”, disse.

Para participar, instituições de ensino superior de todo o País concorreram a 24 vagas e a Famerp foi classificada em 7º lugar.

O projeto

O Projeto Rondon foi semeado em 11 de julho de 1967, quando uma equipe formada por 30 universitários e dois professores de universidades do antigo Estado da Guanabara, conheceram de perto a realidade amazônica no então território federal de Rondônia. A primeira missão teve a duração de 28 dias.

O projeto é uma ação interministerial do Governo Federal realizada em coordenação com os Governos Estadual e Municipal que, em parceria com as Instituições de Ensino Superior, reconhecidas pelo Ministério da Educação, contribui tanto para a formação do jovem universitário como cidadão quanto para o desenvolvimento sustentável das comunidades carentes onde a caravana atua.

Ele prioriza o desenvolvimento de ações que levam benefícios permanentes para as comunidades, principalmente as relacionadas com a melhoria do bem estar social e a capacitação da gestão pública. Busca, ainda, consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social, coletiva, em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais, contribuindo na sua formação acadêmica e proporcionando-lhe o conhecimento da realidade brasileira.