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Polícia

Suplente de Davi Alcolumbre é alvo de operação da PF que apura desvio milionário em obra

As investigações indicam a existência de uma organização criminosa estruturada no DNIT do Amapá.

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), uma operação que mira um esquema criminoso de fraudes em licitações e desvio de recursos federais em contratos de manutenção e recuperação da BR 156 no estado do Amapá. Um dos alvos da Operação Route 156 é o empresário Breno Chaves Pinheiro, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado Federal.

Segundo as investigações, Breno Pinheiro tem ligação com a empresa L.B. Construções, apontada como favorecida no esquema. Ele não foi preso, sendo apenas alvo de mandado de busca e apreensão.

Foto: Divulgação/TSE e Saulo Cruz/Agência SenadoBreno Chaves Pinheiro é segundo suplente de Davi Alcolumbre
Breno Chaves Pinheiro é segundo suplente de Davi Alcolumbre

As investigações indicam a existência de uma organização criminosa estruturada na Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá (DNIT-AP), que teria fraudado ao menos quatro pregões eletrônicos, totalizando mais de R$ 60 milhões em contratos irregulares.

Ao todo, a PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão em quatro estados diferentes: seis no Amapá, três em Minas Gerais, um no Mato Grosso do Sul e um no Amazonas. Além disso, a 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amapá determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, no montante de R$ 8 milhões.

Também foi determinado o afastamento cautelar, por 10 dias, do superintendente do DNIT-AP e de uma servidora da autarquia, ambos suspeitos de participação ativa no esquema.

Armas e carros de luxo

Entre os bens apreendidos pelos policiais federais nos endereços alvos de busca estão armas de grosso calibre — incluindo um fuzil —, três Porsches, obras de arte e joias.

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