Teresina - PI

Freitas Neto pede harmonia entre Bolsonaro e governadores do NE

"Eu acho que o presidente da república foi eleito com uma votação retumbante, os governadores por sua vez se elegeram no Nordeste, eu acho que no fim tudo vai se arrumar", disse Freitas Neto.

Jonas Carvalho
Teresina
Germana Chaves
Teresina
- atualizado

As declarações realizadas pelo presidente da república Jair Messias Bolsonaro (PSL) ainda no mês de julho foram pauta de debate no segundo dia do Fórum Infraestrutura Regional – Edição Nordeste realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), nessa quinta-feira (22) em Teresina.

Presente no fórum, o ex-governador do Piauí, Freitas Neto, defendeu a harmonia entre Palácio do Planalto e os governadores dos estados. “Eu acredito que bom é a harmonia. É o meu tipo. Eu acho que o presidente da república foi eleito com uma votação retumbante, os governadores por sua vez se elegeram no Nordeste, eu acho que no fim tudo vai se arrumar. Nós estamos no primeiro ano de mandato de cada um desses dirigentes, mas pelo bem do Brasil, eu acho que no fim vai reinar a harmonia”, disse.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Freitas NetoFreitas Neto

Conforme o ex-governador, a relação conflituosa entre os gestores dos estados federados ocorre em virtude do ‘desgaste da previdência’. O projeto que pede a inclusão de estados e municípios no novo sistema previdenciário sofre resistência por parte de alguns governadores.

“Nessa questão da previdência, penso que houve uma falha dos governadores. O congresso achou que não ia assumir só o desgaste, porque mexer com a previdência é um desgaste junto à população, são medidas que às vezes são necessárias serem tomadas, mas que causam um desgaste e por exemplo, neste caso particular, eles estão tentando que o Senado volte a colocar os estados e os municípios e há ainda uma reação por parte da Câmara dos Deputados alegando que os governadores não se empenharam. O problema da previdência pode ser desgastante, mas precisa ser resolvido, porque mais desgastante ainda será no futuro se não se fizer a reforma”, declarou.

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