Prata do Piauí - PI

Justiça Federal concede liberdade a esposa de Antônio Parambu

A decisão da juíza federal Vládia Maria Pontes de Amorim, da 3ª Vara Federal do Piauí, foi dada no último dia 06 de março.

GIL SOBREIRA
DE TERESINA
- atualizado

A Justiça Federal concedeu liberdade provisória a esposa do ex-prefeito Antônio Gomes de Sousa, o ‘Antônio Parambu’, da cidade de Prata do Piauí, Mirly Machado Araújo, presa pela Polícia Federal na denominada ‘Operação Argentum’. A decisão da juíza federal Vládia Maria Pontes de Amorim, da 3ª Vara Federal do Piauí, foi dada no último dia 06 de março.

Mirly Machado Araújo foi solta mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 19.080,00 (dezenove mil e oitenta reais), equivalente a 20 (vinte) salários mínimos e a imposição de medidas cautelares: proibição de ausentar-se da comarca onde reside, por qualquer tempo; comparecimento mensal ao juízo federal para informar e justificar as atividades; não praticar qualquer ato de obstrução ao processo; manter o endereço atualizado e não praticar nova infração dolosa.

  • Foto: DivulgaçãoEsposa do ex-prefeito Antônio ParambuEsposa do ex-prefeito Antônio Parambu

A ex-primeira dama de Prata do Piauí teve sua prisão preventiva decretada no dia 4 de novembro passado em razão de suposto crime de apropriação/desvio de verbas públicas federais vinculadas ao FUNDEF, bem como de ocultação do produto do crime, nos termos de denúncia formulada nos autos do processo nº 26855-83.2017.4.01.4000 (IPL nº 329/2017).

Entenda o caso

O ex-prefeito de Prata do Piauí, Antônio Parambu, após ter sido derrotado nas eleições municipais de 2016, empenhou-se em obter o desbloqueio das contas municipais (que se encontravam bloqueadas por decisão cautelar do TCE/PI), vislumbrando o recebimento dos recursos do Fundef que seriam pagos via precatório, para que, uma vez recebidos esses recursos no valor de R$ 2.849.823,75 há poucos dias do fim de seu mandato, pudesse distribuí-los a determinadas empresas (algumas delas de ‘fachada’ ou ligadas ao contador da prefeitura, Webston de Carvalho Lima, mediante a simulação de certames licitatórios e a execução de serviços não correspondentes aos valores contratados e pagos (sendo alguns desses objetos contrários à finalidade do Fundef), bem como pudesse realizar transferências para outras contas a fim de dificultar a identificação do real destinatário das movimentações.

Antônio Parambu e a esposa, juntamente ao ex-membro da Comissão de Licitação, Romário Lopes dos Reis e mais sete empresários, dentre eles, Webston de Carvalho Lima e o filho Antônio Marcolino Ferreira Neto (sócios na Empresa Contabilidade Pública de Municípios Ltda) e Venilson de Oliveira Rocha foram presos na operação.

O ex-prefeito foi solto em 26 de fevereiro de 2018.

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