Parnaíba - PI

Polícia Federal deflagra 2ª fase da Operação Senes em Parnaíba

De acordo com a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sequestro de bens imóveis e por determinação da 1ª Vara Federal Criminal de Teresina, foram bloqueados valores não divulgados.

Brunno Suênio
Teresina
- atualizado

A Polícia Federal deflagrou nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Senes, que investiga lavagem de dinheiro e crimes previdenciários na cidade de Parnaíba. Entre os alvos está Luiz Gonzaga Balbino de Lima, que já foi investigado na primeira etapa da operação e demais membros do mesmo grupo.

De acordo com a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sequestro de bens imóveis e por determinação da 1ª Vara Federal Criminal de Teresina, foram bloqueados valores não divulgados dos investigados.

As investigações sobre a primeira fase da Operação Senes foram originadas em 2018 e no ano seguinte foram presas várias pessoas ligadas a fraudes previdenciárias, falsidade documental, e corrupção.

O processo segue na Justiça Federal pelos crimes de estelionato majorado, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção e organização criminosa.

Entenda o caso

A Polícia Federal deflagrou no dia 20 de novembro a Operação SENES, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraude previdenciária nos estados do Piauí, Maranhão e Brasília-DF.

Ao todo, 03 mandados de prisão preventiva e 09 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal em Parnaíba. As investigações tiveram início a partir de um inquérito instaurado em 2018, diante da prisão em flagrante de um integrante do bando e, desde então, tramita entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal em Parnaíba.

Segundo o Núcleo de Inteligência da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista – CGINT, orgânica da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, que participou das investigações, o prejuízo efetivo já remonta a R$ 7,6 milhões de reais com o pagamento dos benefícios identificados, obtidos de forma indevida. Contudo, com a deflagração da operação, a economia gerada é de pelo menos R$ 13,6 milhões de reais, apenas considerados os benefícios previdenciários identificados e suspensos nessa primeira fase da investigação.

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