Cocal - PI

Polícia interrompe velório de bebê e leva corpo para perícia em Cocal

A mãe de 18 anos não havia contado para ninguém sobre a gravidez. Ela teve o bebê e o colocou dentro de uma mochila.

Wanessa Gommes
Teresina
- atualizado

A Polícia Civil de Cocal está investigando a morte de um recém-nascido ocorrida na manhã desta terça-feira (06). Segundo informações do agente Walter Bruno, o caso chegou até a polícia após uma denúncia de que a mãe havia abortado a criança.

Policiais interromperam o velório do bebê e levaram o corpo para passar por perícia. “Eu recebi uma denúncia pela manhã, por volta das 7 horas, de que estava acontecendo o velório de um recém-nascido ou abortado, cheguei ao local, vi a criança e diante dos fatos conversei com a autoridade policial e a gente resolveu interromper o velório para levar o corpo para o IML para saber se não houve um infanticídio”, relatou o policial Walter Brune.

  • Foto: Divulgação/PC-PICriança estava sendo velada em uma caixaCriança estava sendo velada em uma caixa

De acordo com o policial, a mãe da criança, de 18 anos, teve o bebê na madrugada: “A menina estava em processo de parto, na madrugada, ela colocou a criança dentro da mochila e teve hemorragia. Então, o marido da tia acordou, viu que ela estava passando mal e levou ela pro hospital, mas não sabia o que era ao certo. Já no hospital, a mãe da criança disse para a tia olhar na bolsa, e na bolsa estava o bebê e sem saber o que fazer levaram a criança para a avó”, contou.

“Há duas possibilidades: um aborto espontâneo ou que houve o parto natural, mas só a perícia vai dizer o que aconteceu”, explicou.

  • Foto: Divulgação/PC-PIMochila onde o bebê estavaMochila onde o bebê estava

Ainda de acordo com Walter, a jovem escondia a gravidez de todos: “Quando alguém chegava e perguntava se ela estava grávida ela dizia que não, ela negava a gestação. A família desconfiava que ela estava grávida. A avó disse até que chegou a conversar com a neta, mas ela negava que estivesse grávida”.

O Conselho Tutelar chegou a questionar se a criança havia nascido viva, mas a jovem respondeu que não lembrava: “A mãe também será avaliada por um psicólogo para saber o seu estado de saúde mental. Será feito exame pra saber se ela não colocou um método abortivo como o Citotec, então existem várias linhas de investigação, nenhuma definida”, finalizou o agente.

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