Piauí

Quase 50% das grávidas de até 29 anos morreram em 10 anos no Piauí

As causas dos óbitos foram em decorrência de hemorragias, eclampsia, infecções puerperais, transtornos hipertensivos e complicações de aborto.

Davi Fernandes
Teresina
- atualizado

Dados do Relatório da Mortalidade Materna do Estado do Piauí divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi), apontam que em uma década quase 50% das mortes de mulheres grávidas ocorreram na faixa etária de 20 a 29 anos, totalizando 44,8%.

Os dados apontam ainda que na faixa de 30 a 39 anos, 30,4% das mulheres morreram. As causas dos óbitos foram em decorrência de hemorragias, que corresponderam a 15,9%, seguido de eclampsia (15,1%); infecções puerperais (8,4%); transtornos hipertensivos (7,3%) e complicações de aborto (6,9%).

Devido os números de casos e a necessidade de reduzir os óbitos, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), sancionou um projeto de lei nesta quinta-feira (11), que regulamenta o plano de Linhas Gerais para Qualificação do Cuidado Pré-Natal.

O plano elenca e padroniza uma série de procedimentos a serem adotados em relação a gestantes durante o período de gravidez. Estabelece, inclusive, as medicações a serem oferecidas em determinadas circunstâncias. O esforço encampado pelo governo visa reduzir em 21,5 % a Razão de Morte Materna Global, até 2023.

“Estabelecemos esse plano com protocolos para os cuidados pré-natal, inclusive, com classificação de risco. Isso é uma política que não é de governo, mas de Estado, para que a gente possa ter a garantia do cumprimento do que está estabelecido”, pontuou Florentino Neto, secretário estadual da Saúde.

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