De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, o médico e deputado estadual Dr. Pessoa (PSD), é o candidato a prefeito de Teresina com maior patrimônio. Na declaração para registro de candidatura, Pessoa declarou o valor de R$1.421.978,74 em bens, portanto o maior valor comparado aos outros seis concorrentes que registraram candidatura junto ao TSE.
O valor informado pelo deputado é referente a uma residência localizada em Teresina, no valor de R$ 280.000,00, um terreno em Lagoinha do Piauí, avaliado em R$ 220.000,00, um veículo no valor de R$ 23.000,00, além de saldos em contas bancárias.
- Foto: Marcelo Cardoso/GP1
Dr Pessoa
O jornalista Amadeu Campos (PTB) é o segundo candidato com maior patrimônio, contabilizando R$ 311.389,17. Ele declarou dois imóveis, e valores em conta.
O prefeito Firmino Filho (PSDB), fica em terceiro lugar na lista. O gestor declarou apenas R$ 285.296,13 em bens, esse valor inclui uma casa no bairro Jóquei Clube, no valor de R$ 35.000,00, outra residência avaliada em R$ 114.680,00, dois veículos e dinheiro em conta, decorrente de empréstimo bancário.
A candidata Lourdes Melo (PCO) possui apenas uma casa no valor de R$ 150.000,00. O professor Everton Diego (PSOL), tem bens no valor de R$ 140.000,00, referente a um apartamento e uma motocicleta. Luciane Santos (PSTU), declarou uma casa no valor de R$ 50.000,00. O candidato Quem-Quem (PTN) ainda não teve a lista de bens divulgada .
Dificuldade financeira
Recentemente, o deputado Dr. Pessoa tem reclamado da falta de recursos financeiros para custear a campanha. Ele chegou a dizer que poderia não fazer lançamento da candidatura, porque não tinha nem metade do valor estabelecido pelo TSE para gastos com campanha (R$ 2 milhões). No último sábado (22), durante caminhada na zona sul de Teresina, Pessoa afirmou que deve fazer o evento de lançamento ainda este mês de agosto.
Outro lado
Procurado pelo GP1, o deputado afirmou que os bens são frutos do seu trabalho e que declarou todo seu patrimônio de forma verdadeira. Para ele, os outros candidatos podem ter “maquiado” o valor dos bens. “Desde os quatro anos [de idade] eu trabalho, tenho 65 anos de trabalho, com lisura total, sempre declarando meu Imposto de Renda, sempre declarando meus bens. Se os outros maquiam, trambicam, a Justiça tem que ir atrás, porque está na cara que é maquiagem. Eu mostro o que eu sou, por isso que eu não ando em lista do Odebrecht ou do Sérgio Moro”, disse.
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