Apesar das inúmeras promessas feitas pelas autoridades locais e por diretores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes-DNIT, a situação não mudou em nada e as laterais da BR-316, em Picos, continuam intrafegáveis em vários pontos da zona urbana.
Com as chuvas que caíram nos últimos dias em Picos a situação se agravou e, vários pontos das laterais da BR-316 estão praticamente intrafegáveis, dificultando a circulação de veículos e de motocicletas. O problema persiste há vários anos sem que uma solução seja tomada, deixando a população com um sentimento de abandono.
As pistas laterais da BR-316 que estão danificadas compreendem o trecho que vai do primeiro balão até a Paraibinha. No percurso estão vários bairros como DNER, Morro da AABB, Junco, Pedrinhas, Jardim Natal e Catavento. Em alguns pontos o DNIT já fez o recapeamento asfáltico, porém, em outros trechos a situação continua a mesma, com buracos e lama.
Um dos trechos em pior situação fica justamente em frente à sede do DNIT, no bairro DNER. Porém, existem outros pontos onde os motoristas e motociclistas são obrigados a fazer verdadeiros malabarismos para escaparem dos buracos.
Promessa de recuperação
Em reunião com autoridades locais e estaduais no dia 15 de fevereiro de 2016, o superintendente do Dnit no Piauí, engenheiro Paulo de Tarso Cronemberger, garantiu a comunidade picoense a imediata recuperação das laterais da BR-316, no perímetro urbano da cidade. Quase dois anos depois da promessa praticamente nada foi feito e o problema persiste em vários pontos.
O encontro foi no auditório do Centro Administrativo “Waldemar Rodrigues de Sousa Martins” e estavam presentes o prefeito de Picos, Padre José Walmir de Lima (PT); secretário estadual de Governo, Merlong Solano (PT); presidente da Câmara, Hugo Victor Saunders Martins (PMDB); secretários municipais, vereadores e empresários.
Depois de quase duas horas de reunião, o superintendente do Dnit no estado, engenheiro civil Paulo de Tarso Cronemberg, anunciou as medidas que seriam adotadas pelo órgão para resolver o problema. Ele enfatizou que a situação tinha se agravado devido ao período chuvoso e, que era preciso tomar uma providência, porém, a medida tinha que ser adequada.
“A proposta é de imediatamente fazer uma operação tapa-buracos, tanto nos menores, como nos de maior extensão, retirando o material de má qualidade ou encharcado que exista e, substituindo por um material de qualidade e resistente” – anunciou o superintendente do Dnit.
Posteriormente – continuou o engenheiro Paulo de Tarso – fazer a drenagem e, á medida que essa parte for avançando, aí sim o capeamento final nas duas laterais da BR-316. Ele assegurou que o serviço seria iniciado já no mês de março de 2016.
Para tanto as duas empresas já haviam sido contratadas e o dinheiro já estava disponível. Paulo de Tarso informou ainda que a empresa responsável pelo capeamento seria a Múltipla, enquanto a parte de drenagem caberia a Unidas. A obra teria um custo elevado, pois, somente com a drenagem algo em torno de 10 milhões de reais.
Serviço antigo
O recapeamento asfáltico das vias laterais da BR-316, também conhecida como avenida Transamazônica, foi realizado no ano de 2006. De lá para cá foram feitas recuperações em alguns pontos, enquanto em outros a situação permanece a mesma.
Quando ainda estavam em condições de trafegabilidade, as laterais da BR-316 eram utilizadas por motoristas e motociclistas para fugir do trânsito intenso da via central. Hoje, quase ninguém circula pelas laterais devido às péssimas condições em que as mesmas se encontram.
Raisa Brito
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