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Teresina - Piauí

"É angustiante saber que Marcos Vitor está livre", diz mãe de vítima de abusos

O estudante de medicina teve a prisão preventiva decretada e desde então é considerado foragido.

Desde julho desse ano, quando descobriu que sua filha e sobrinhas haviam sido vítimas de abuso sexual, a advogada e estudante de medicina Priscila Karine tem lutado para que seja feita Justiça. O acusado de cometer os crimes, o estudante de medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, 22 anos, teve a prisão preventiva decretada no dia 7 de outubro e desde então é considerado foragido.

Em entrevista ao GP1 nesta quinta-feira (14), Priscila Karine disse que é angustiante saber que uma pessoa que cometeu crimes tão graves continua livre, e espera que a Justiça seja feita. “Eu estou esperando que a Justiça seja feita. É angustiante saber que Marcos Vitor está livre, porque a gente quer que a Justiça seja feita, que ele pague pelo crime que ele cometeu”, afirmou.

Foto: Alef Leão/GP1Priscila Karine
Priscila Karine

A advogada ressaltou que apesar de não saber onde Marcos Vitor está, ainda tem esperanças de que ele seja encontrado e preso. “Eu ainda tenho esperança de que ele seja encontrado e preso, então, é continuar lutando. Eu acho que a polícia está fazendo o possível para encontrar, para tentar barrar que ele fuja ou se ele já tiver fugido, tentar encontrar ele. A prisão poderia ter sido decretada antes, mas eu sou advogada e sei que tudo foi feito na rapidez que a Justiça permite”, frisou Priscila Karine.

Família está escondendo paradeiro de Marcos Vitor

Priscila Karine acredita que Marcos Vitor não tem a intenção de se entregar à polícia e que a família dele está escondendo seu paradeiro. “Eu acho que não [não vai se entregar]. Eu tenho certeza que a família sabe e está encobrindo o paradeiro dele. A mãe dele está com ele, ela foi pegar ele em Manaus. Então ela está encobrindo, a família dele, os avós, tios, todos estão defendendo, estão do lado dele”, ressaltou.

Foto: Reprodução/InstagramMarcos Vitor Dantas
Marcos Vitor Dantas

A advogada relatou ainda que assim que o caso teve repercussão, o estudante de medicina disse que viria a Teresina, o que não ocorreu. “Eu particularmente acho que o Marcos Vitor não está mais em Teresina, não sei nem se ele sequer pisou em Teresina. Ele disse que viria para Teresina, mas ele nunca se apresentou. A polícia foi atrás dele, no endereço dele aqui, mas ele não estava. O advogado ainda disse que ele iria depor, mas não compareceu a esse depoimento que o juiz intimou”, disse.

Apesar das incertezas do paradeiro do acusado, Priscila Karine diz que continua firme, sabendo que um dia ele será punido. “Não acho que possamos fazer nada além do que já está sendo feito. Todo mundo está muito empenhado. Mais cedo ou mais tarde ele será encontrado e vai pagar por tudo que fez”, completou.

Aeroportos e fronteiras em alerta

Após a Justiça decretar a prisão preventiva de Marcos Vitor, a Polícia Civil do Piauí solicitou apoio da Polícia Federal para capturar o estudante, que é considerado foragido. A medida foi adotada e os aeroportos brasileiros estão em alerta, devido ao risco de Marcos Vitor sair do país, uma vez que ele possui visto para os Estados Unidos.

O acusado de estupro não foi localizado sequer para ser intimado a depor junto à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que investiga o caso.

Na quarta-feira (13), por meio de nota oficial, a PF informou que todas as unidades nas fronteiras, sejam aéreas ou terrestres, foram comunicadas sobre o mandado de prisão e encontram-se em alerta.

Polícia pede apoio da população

Em entrevista exclusiva ao GP1 nesta terça (13), o delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, dez um apelo à população para o caso de alguém souber do paradeiro de Marcos Vitor. Quem tiver qualquer informação, pode entrar em contato pelo telefone fixo (86) 3216-5225 ou através de e-mail, clicando neste link.

Entenda o caso

O GP1 publicou reportagem no dia 22 de setembro revelando o caso de Marcos Vitor, acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes da própria família. A vítima mais nova é irmã do estudante e tem apenas 3 anos de idade. A DPCA instaurou inquérito e não conseguiu localizar o suspeito para intimá-lo, até que foi decretada sua prisão preventiva.

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