O prefeito de Fartura do Piauí, Orlando Costa (PT), virou alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por um contrato de R$ 920 mil firmado com a empresa D.R.D. Araújo, para serviço de pintura e papéis de parede personalizados para inclusão social, interação e desenvolvimento nas escolas da rede municipal. O gasto ocorre enquanto o município enfrenta uma grave crise hídrica desde julho de 2024.
O inquérito civil foi instaurado pelo procurador Patrício Noé da Fonseca, em portaria publicada no dia 25 de novembro, com o objetivo de apurar supostas irregularidades na execução do acordo firmado entre a Prefeitura e a empresa. O contrato foi formalizado ainda em 2024 e estava sendo acompanhado pelo MPF desde julho deste ano, quando o procurador instaurou procedimento administrativo de acompanhamento para assistir à execução dos gastos públicos.
Esse mesmo acordo também já recebeu dois aditivos na gestão do prefeito Orlando Costa, sendo o último assinado em 27 de setembro de 2024, que prorrogou a vigência do contrato para 28 de março de 2025. Nesse período, a empresa, sediada na cidade de Anísio de Abreu, recebeu R$ 920 mil da administração municipal.
Cidade em situação de emergência
Vale lembrar que o último decreto publicado pelo Governo do Estado em 17 de novembro mostra que Fartura do Piauí está entre os 125 municípios em situação de emergência por conta da seca.
Esse colapso hídrico que atinge a cidade desde novembro de 2024 fez com que o próprio prefeito chorasse em reunião com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), durante encontro com gestores em julho deste ano. Na ocasião, o prefeito Orlando Costa afirmou que a população de Fartura do Piauí não estava tendo acesso a água potável.
Outro lado
Procurado pelo GP1, o prefeito Orlando Costa não respondeu as mensagens encaminhadas por Whatsapp e não atendeu as ligações. O espaço está aberto para esclarecimentos.
Carolina Matta
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