As movimentações internas na base governista voltaram a acender tensões nos bastidores da política piauiense. Após críticas do MDB aos convites feitos pelo Partido Verde (PV) a integrantes da sigla, a presidente do PV no Piauí, deputada Teresa Britto, reafirmou que as articulações serão mantidas e minimizou o desconforto provocado.
Segundo Teresa, as queixas públicas do MDB não alteram os planos da legenda. “[As críticas] não mudam nada. Cada partido tem sua estratégia. (...) Não existe isso de partido A ou B se intrometer. Nós convidamos. Se estiverem felizes onde estão, ficam; se não, procuram o melhor para eles”, declarou.
Convites a nomes do MDB
A mais recente demonstração dessa estratégia ocorreu com o deputado estadual Dr. Hélio (MDB), que confirmou ter sido convidado por Teresa Britto para se filiar ao PV em 2026 e compor a chapa proporcional da federação formada por PV, PT e PCdoB na disputa pela Assembleia Legislativa.
Dr. Hélio afirmou ter recebido o convite com satisfação e disse que irá avaliar a proposta com tranquilidade. O parlamentar ressaltou que ainda há tempo para decidir sobre uma eventual mudança partidária, enquanto observa a organização das siglas para as eleições de 2026.
Outro nome sondado pelo PV foi o do secretário de Justiça, coronel Carlos Augusto (MDB). Teresa Britto confirmou que já apresentou o convite para que o gestor integre a chapa da Federação Brasil da Esperança no próximo pleito estadual, em disputa pela Alepi, espaço pelo qual a própria deputada também pretende concorrer.
Atuação de Rafael Fonteles
Diante do risco de esvaziamento interno, o MDB acionou o governador Rafael Fonteles, que, segundo o líder do partido na Assembleia, deputado João Mádison, entrou diretamente na articulação para conter possíveis debandadas.
Mádison afirmou que o governador convocou individualmente os parlamentares que cogitavam migrar para outras siglas e reforçou a importância de manter o MDB coeso e fortalecido para o projeto eleitoral de 2026.
Caroline Vitorino
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