A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) veio a público nesta segunda-feira (31), após o presidente municipal do partido, Washington Bonfim, acionar o conselho de ética e afastá-la do cargo que exercia na comissão executiva da sigla. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar classificou a medida como “ditatorial”.
O argumento usado por Washington Bonfim foi o envolvimento do nome da vereadora em investigação da Polícia Federal, que apura suposta atuação de facções criminosas para eleger candidatos nas eleições municipais de Teresina. Tudo isso foi refutado por Tatiana Medeiros.
“Fui pega de surpresa, praticamente junto com a mídia, de uma decisão monocrática e ditatorial do então presidente, senhor Washington Bonfim, me afastando do cargo de secretária-geral do PSB, partido ao qual sou filiada e fui eleita vereadora”, declarou a parlamentar.
“Sofro perseguição política”
Tatiana Medeiros afirmou que é alvo de perseguição política e indicou que pode estar sendo perseguida por ser uma mulher da periferia. Assista ao vídeo:
“Desde quando fui eleita vereadora, sofro perseguição política. E aí ficam alguns questionamentos: será que é porque eu não venho de uma família tradicional? Ou porque eu nasci na periferia e defendo os menos favorecidos, ou porque sou mulher e assumi um cargo público?”, colocou a vereadora.
Afastamento
Na decisão em que impôs o afastamento da vereadora, Washington Bonfim mencionou a Operação Escudo Eleitoral, que mirou Tatiana Medeiros e sua ONG, ocasião em que foram apreendidos R$ 100 mil em espécie em endereço ligado a ela. Ele também citou a relação da parlamentar com Alandilson Passos, apontado como membro da facção criminosa Bonde dos 40.
Outro lado
Procurado pelo GP1, Washington Bonfim disse que não iria comentar as declarações de Tatiana Medeiros.
Thais Guimarães
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