Um motorista de caminhão foi preso em flagrante na BR 343 em Teresina na madrugada deste domingo (18), acusado de apropriação indébita de eletrodomésticos avaliados em R$ 270 mil. Trata-se de Eliezer Antonio da Silva, natural de Pernambuco. Ele foi contratado para um serviço de frete de Tocantins para Teresina, mas ao chegar ao destino, descarregou apenas parte da carga e deixou o local com o restante da mercadoria.
Conforme relatado em boletim de ocorrência, o suspeito tinha um contrato com a empresa Pássaro Transportes, especializada em transporte de cargas. Ao perceber que o caminhoneiro havia deixado de entregar todos os eletrodomésticos, o responsável pela empresa telefonou para o motorista, que disse só entregar o restante da mercadoria, entre elas fogão, lavadora, liquidificador, fritadeira, forno, televisão, refrigerador, ventilador, entre outros, caso o sindicato autorizasse.
A empresa então registrou boletim de ocorrência acreditando se tratar de um crime de apropriação indébita, visto que foi ofertado o pagamento de R$ 2 mil a mais do contrato para que Eliezer Antonio entregasse o restante dos materiais, mas ele se recusou. Com o registro da ocorrência na Polícia Civil e a localização do caminhoneiro, a Polícia Rodoviária Federal no Piauí (PRF-PI) foi acionada para iniciar diligências e capturar o caminhonheiro.
Prisão
O motorista foi encontrado dormindo dentro do veículo em um posto de combustíveis situado na BR 343. Quando os policiais rodoviários o indagaram sobre a acusação de apropriação indébita, ele alegou que a empresa Pássaro Transportes não lhe pagou o valor total do frete, e que diante disso, foi orientado pelo sindicato a agir daquela forma.
Tanto o veículo como os materiais foram apreendidos e Eliezer Antonio recebeu voz de prisão, sendo conduzido à Central de Flagrantes de Teresina.
Interrogatório
Ao ser interrogado, o caminhoneiro contou que foi contratado para transportar a carga de Tocantins para Teresina, mas ao chegar ao local de descarga “esperou 48 horas e não teve a mercadoria descarregada; que cobrou diárias pela espera e que os proprietários da carga (empresa Pássaro) aceitaram pagar, mas que ficaram enrolando e não pagaram; que por isso entrou em contato com o seu sindicato e foi orientado a retirar o caminhão da doca da empresa; que ficou aguardando do lado de fora”.
Entretanto, ele afirmou que também foi orientado por quem recebeu parte da carga a sair do pátio da empresa, razão pela qual se dirigiu a um posto de combustíveis para não ficar vulnerável. Além disso, contou que comunicou a sua localização para a empresa e sindicato, e que todos sabiam onde encontrá-lo.
A autoridade policial, representada pelo delegado Anfrísio Antonio Nogueira Paes Castelo Branco, arbitrou fiança no valor de R$ 15.118,00 (quinze mil cento e dezoito reais), mas a proposta foi recusada pelo motorista, e por isso permaneceu preso.
Carolina Matta
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