A ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, Marina Silva, lamentou a morte da arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon, conhecida pelo seu trabalho pioneiro e estudos que mudaram os rumos das teorias sobre o povoamento do continente americano. Em publicação nas redes sociais, a ministra relembrou a importância da atuação da pesquisadora na preservação e evolução da Serra da Capivara, no Sul do Piauí. Niéde Guidon morreu nesta quarta-feira (04) aos 92 anos, na cidade de São Raimundo Nonato.
“Sua contribuição para a pesquisa científica nas Américas é imensurável. Niède liderou escavações no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, que comprovaram e mudaram o entendimento sobre a presença humana no continente americano. Graças a seu trabalho, a Serra da Capivara é, atualmente, um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo”, escreveu a ministra Marina Silva.
As descobertas feitas por Niède no sítio arqueológico permitiram que teorias tradicionais sobre a chegada do homem à América fossem refutadas. Ao contrário do que era apresentado, a arqueóloga foi a pioneira a defender que o homo sapiens chegou ao referido continente há mais de 50 mil anos.
É nesse ponto que Marina Silva também relembrou o legado deixado pela arqueóloga, que acarretou na fundação do Museu do Homem Americano, situado na cidade de São Raimundo Nonato, e que abriga diversos vestígios deixados pelo homem pré-histórico.
“Ela fundou o Museu do Homem Americano e teve grande influência na preservação do patrimônio cultural e natural do Brasil. Dedicou sua vida à ciência e à pesquisa arqueológica, tão importantes para entendermos o passado e o presente. Peço a Deus que console familiares, amigos e todos os seus admiradores neste momento de tristeza e despedida. O Brasil tem muito à agradecer ao imenso legado de Niède Guidon”, publicou a ministra do Meio Ambiente.
Carolina Matta
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