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Teresina - Piauí

Vereador Dudu acusa Sílvio Mendes de omitir dívida milionária com transporte público

O vereador questionou a narrativa da gestão sobre déficit bilionário e cobrou atitude do prefeito.

A crise orçamentária de Teresina, que o prefeito Sílvio Mendes tem classificado como um “rombo” bilionário, está no centro do debate político e parece longe de um desfecho. O vereador Dudu (PT), membro da base de oposição, acusou o gestor de omitir dívida com o transporte público que, segundo o parlamentar, é de R$ 267 milhões.

“Eu pedi a informação sobre a dívida do transporte público. Hoje está estimada em 267 milhões de reais, não naquele dito rombo que se falava. Então como é que vamos permitir que exista uma dívida A, outra dívida B, e o município não tome uma posição?”, questionou Dudu, insinuando omissão do Executivo municipal porque o valor não aparece nas auditorias feitas pela atual gestão.

Foto: Lucas Dias/GP1Vereador Dudu
Vereador Dudu

O vereador também criticou a postura do prefeito diante das irregularidades, afirmando que cabe ao gestor acionar a Justiça em caso de problemas, em vez de apenas se queixar publicamente. “Quando você encontra algo irregular, o que o gestor tem que fazer, para não prevaricar no exercício de sua função, é, no mínimo, judicializar. Ficar falando que tem isso ou aquilo, mas não tomar nenhuma atitude, o povo não vai entender. É por isso que falta medicamento, falta limpeza pública, falta transporte público”, disparou.

Rombo pode ser menor

Dudu rebateu ainda as declarações do gestor quanto ao valor do "rombo" na prefeitura que de acordo com o prefeito pode chegar a R$ 4 bilhões. O parlamentar argumentou que a maior parte do déficit apontado pela administração municipal não se configura como “rombo”, mas sim como despesa corrente líquida, segundo esclarecimentos do secretário de Finanças, Edgar Carneiro, durante oitivas na Câmara.

“Começou a cair por terra o que o prefeito dizia de um déficit bilionário. O que o secretário apresentou aqui na oitiva foi justamente a elucidação de que muitos dos déficits que o prefeito apresentou como sendo rombo não são rombo. Já caiu aí pelo menos uns dois bilhões ou mais, que são, na verdade, despesas correntes líquidas”, afirmou Dudu ao GP1.

A comissão que acompanha a crise financeira na capital deve retomar suas atividades após o recesso parlamentar, ouvindo tanto integrantes do atual governo quanto ex-gestores de Teresina.

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