O Posto Longá, situado no município de Campo Maior, está sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí, por suspeita de adulterar uma bomba de combustível. A investigação tramita na Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCORTEC).
O estabelecimento em questão foi autuado no dia 26 de junho em uma fiscalização conjunta realizada pelo Procon do Ministério Público do Estado do Piauí e pelo Instituto de Metrologia do Estado do Piauí (Imepi).
Segundo o auto de infração, uma bomba de combustíveis do Posto Longá apresentava erro de medição superior ao erro máximo admissível, que é de até 100 ml a cada 20 litros solicitados pelo consumidor, conforme laudo de medição do Imepi.
A partir dessa fiscalização, o Ministério Público requisitou a instauração de inquérito policial, para que o estabelecimento seja devidamente investigado.
No dia 15 de julho, o promotor Maurício Gomes de Souza encaminhou ofício ao Poder Judiciário, informando que o órgão ministerial também manterá um procedimento administrativo interno para acompanhar o caso.
Outro lado
O GP1 conversou com o empresário Hudson Sales, proprietário do Posto Longá, que negou irregularidades no estabelecimento. Ele explicou que a bomba fiscalizada apresentou uma pequena oscilação.
“Fraude é uma palavra muito forte. As bombas são novas, estão todas impecáveis. Não tem nenhuma rasura. Já fiz minha defesa para o Ministério Público, o próprio Imepi reconheceu que é um técnico da bomba. Tanto é que na mesma hora a gente ligou para a autorizada, ela veio e corrigiu. Elas podem oscilar, por isso toda semana a gente faz a aferição, se der algum problema, para mais ou para menos, a gente corrige. A bomba fiscalizada tem quatro bicos, dois estavam normais, um baixou um pouquinho, e ou outro já estava passando tirando de mim, então entendo que não é fraude”, disse o empresário.
Thais Guimarães
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