O corretor de imóveis e empresário Lucas de Carvalho Albuquerque é alvo de inquérito instaurado pela Polícia Civil do Piauí, acusado de furtar dois remédios na Drogaria Globo, situada na zona leste de Teresina. O procedimento foi instaurado no dia 21 de julho pela delegada Ana Patrícia Moura Rufino, da 7ª Delegacia Seccional da capital piauiense.
Conforme apurado pelo GP1, o corretor vive em um condomínio de luxo situado na zona leste de Teresina e é sócio da empresa Thiago Garcia Imobiliária, voltada para a corretagem de imóveis de médio e alto padrão.
Vídeo registrou furto em loja
Registros das câmeras de segurança da Drogaria Globo, datados do dia 02 de julho, mostram o momento em que o corretor de imóveis chega ao estabelecimento em busca de atendimento no balcão para comprar um remédio com receita controlada. Em seguida, aproveitando que o atendente busca a medicação, as imagens mostram que Lucas Albuquerque se afasta do balcão e começa a mexer em uma prateleira.
Logo, ele pega um colírio da marca Systane, avaliado em R$ 81,79 (oitenta e um reais e setenta e nove centavos), tira da caixa e coloca dentro do bolso. Além disso, também é mostrado que ele pega uma pastilha, da marca Meda Day Alivix, avaliada em R$ 20,99 (vinte reais e noventa e nove centavos), e esconde por debaixo da segunda via da receita, na sua própria mão.
Após receber o remédio controlado, o corretor vai ao caixa e faz o pagamento apenas desse medicamento, levando o colírio e a pastilha sem pagar. Logo, ele deixa a drogaria, entra no carro e vai embora. Os funcionários, ao perceberem o ocorrido, ainda tentaram contato com o acusado para fazê-lo voltar e saldar o débito equivalente aos medicamentos furtados, mas eles foram bloqueados.
Eletricista acusa empresário de estelionato
Outra denúncia, registrada junto à 8ª Delegacia Seccional, trata de acontecimento datado em 18 de março, após uma pessoa, de nome Lucas, deixar três aparelhos para que um eletricista eletrônico consertasse, sendo um micro-ondas, uma escova secadora e um secador de cabelo. Assim que o serviço foi feito, o empresário Lucas Albuquerque foi à loja da vítima buscá-los.
Depois de entregar os objetos, o eletricista ficou esperando o pagamento enquanto atendia outro cliente, visto que o empresário tinha informado que era o dono dos objetos e que iria fazer o pix para a vítima, no valor de R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais). No entanto, ele deixou o local sem pagar. O eletricista ainda tentou entrar em contato com o indivíduo e nesse momento percebeu que tinha sido bloqueado no WhatsApp.
Sete dias depois, o real dono dos aparelhos foi ao estabelecimento procurar os objetos. No local, ele foi informado de que outra pessoa, de nome semelhante ao dele, tinha ido buscar os produtos e saiu sem pagar, momento em que tanto o prestador de serviço como o dono do objeto perceberam que tinham sido vítimas de golpe.
Calote em lavador de carro
Uma terceira denúncia obtida pelo GP1 narra que, no dia 08 de maio, um lavador de carro foi ao condomínio de luxo onde Lucas Albuquerque mora, para fazer a lavagem e o polimento de dois carros, pelo preço de R$ 120,00 (cento e vinte reais). Acontece que, mesmo depois do serviço, o prestador do serviço não recebeu o pagamento, e ainda foi bloqueado pelo acusado.
Outro lado
Procurada pelo GP1, a assessoria jurídica de Lucas Albuquerque declarou apenas que, "boletim de ocorrência qualquer pessoa pode fazer e que uma denúncia do Ministério Público, sim, seria questão a ser considerada". Além disso, destacou que o empresário nunca foi intimado para depor sobre os fatos, o impossibilitando de se manifestar.
Carolina Matta
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