A Polícia Federal apreendeu cerca de 1 milhão de reais em dinheiro em espécie durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, no bojo da Operação OMNI, deflagrada na manhã desta terça-feira (30), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU-PI). As apreensões de dinheiro, além de carros e relógios luxuosos ocorreram na fase ostensiva da investigação que visa desmantelar esquemas criminosos milionários envolvendo contratos referentes à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí.
Durante a deflagração da operação, dois empresários identificados como Bruno Santos Leal Campos e Nemesio Martins de Castro Neto, ligados à empresa Big Data Health LTDA, foram presos, e nas diligências os policiais apreenderam quantias expressivas de dinheiro em espécie, que estavam armazenadas em cofres nos endereços alvos de busca e apreensão, distribuídas em cédulas de R$ 100,00, R$ 50,00 e de R$ 10,00.
Veículos de marcas Porsche, Volvo, Toyota, relógios Rolex e joias também foram apreendidos.
As investigações apontam indícios de direcionamento e conluio em chamamento público da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) para contratação da Organização Social de Saúde (OSS) responsável pela gestão de hospitais estaduais, em especial do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba/PI.
Há suspeitas de superfaturamento, lavagem de dinheiro, conflito de interesses e falsidade ideológica em contratos milionários, incluindo o fornecimento de software de gestão em saúde pela empresa Big Data.
Afastamento de servidor e bloqueio de R$ 66 milhões
Além do cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, Timon/MA, Araguaína/TO, Brasília/DF, Goiânia/GO, São Paulo/SP e Curitiba/PR, a 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí determinou, também, a suspensão de contratos, o afastamento de um servidor público e o bloqueio de cerca de R$ 66 milhões dos investigados, valor referente ao esquema de superfaturamento de contratos.
Brunno Suênio
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