O desaparecimento do cachorro Evaristo, de 10 anos, trouxe profunda tristeza à psicóloga Layane Bastos. No entanto, o desfecho do caso gerou ainda mais indignação à tutora. O animal foi encontrado morto neste domingo (18), no bairro Dirceu, zona sudeste de Teresina, com sinais de extrema violência. Evaristo estava com as patas amarradas e apresentava indícios de agressões físicas e perfurações pelo corpo.
Abalada, Layane relembrou os momentos de afeto e companheirismo vividos ao lado de Evaristo ao longo de uma década, enquanto segue em busca de justiça. O caso teve início no dia 16 de janeiro, quando o cachorro fugiu de casa pela primeira vez. Por conta da idade avançada do animal, os tutores temeram que ele não conseguisse retornar sozinho e passaram a divulgar o desaparecimento nas redes sociais, na tentativa de localizá-lo.
No entanto, Layane Bastos e o marido não previam que o cachorro, sem raça definida, seria encontrado dois dias depois, sem vida. “Fizemos vários anúncios na internet, mobilizamos vários grupos de Whatsapp, e uma das pessoas que trabalha comigo encontrou o corpo dele e me mandou as fotos. Meu marido foi lá ver, eu não consegui, só choro, não consigo comer nem dormir”, afirmou a psicóloga.
O estado em que o corpo de Evaristo foi encontrado chocou seus tutores, que procuraram a Polícia Civil do Piauí para investigar o caso e ajudar a identificar o aturo do crime. No entanto, a realidade encarada pela família foi a dificuldade e o descaso diante da brutalidade cometida contra o animal. “A gente tentou abrir o boletim de ocorrência na Delegacia Ambiental, porque achamos que ia ser melhor eles investigando, mas quando chegamos lá ‘topamos’ com burocracia, com falta de estrutura, e aí eles disseram que a gente tinha que levar o corpinho dele no nosso carro pessoal para o IML para fazer a perícia”, contou Layane Bastos.
Logo, o tempo passou a correr, e quando a família conseguiu se reunir para recolher o corpo do animal, Evaristo estava sendo consumido por urubus. “Nós deixamos lá por uma orientação de quem já passou por isso, de esperar a perícia, só que simplesmente não foram, e que nós deveríamos levar o corpinho do Evaristo no IML. Quando a gente conseguiu mobilizar alguém para pegar, chegamos lá e os urubus infelizmente tinham chegado antes”, relatou a tutora de Evaristo.
Sem qualquer indício sobre a autoria do crime, a família ainda espera que a autoridade policial inicie uma investigação sobre o caso, e dessa forma responsabilize legalmente os envolvidos na morte de Evaristo.
Carolina Matta
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