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Luís Correia - Piauí

MPF investiga prefeita de Luís Correia por contratar escritório de advocacia sem licitação para receber verbas do Fundef

Medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo procurador da República Saulo Linhares.

O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil para investigar a suspeita de contratação de escritório de advocacia sem licitação pela Prefeitura de Luís Correia, gerida pela prefeita Maninha Fontenele (PT), com a finalidade de ajuizar ação judicial contra a União visando ao recebimento de valores do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (FUNDEF). A investigação também busca verificar se os recursos eventualmente obtidos por meio dessa ação foram aplicados exclusivamente em ações de manutenção e desenvolvimento da educação, conforme a destinação legal prevista para esses valores.

A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo procurador da República Saulo Linhares da Rocha. O inquérito foi instaurado a partir do encaminhamento, pela Procuradoria da República no Distrito Federal, de cópia de autos que tratam da mesma matéria e apontam a necessidade de apuração quanto à regularidade da contratação jurídica e ao uso dos recursos vinculados ao FUNDEF.

Foto: Reprodução/FacebookManinha Fontenele
Maninha Fontenele

De acordo com a portaria, a apuração está fundamentada nas atribuições constitucionais e legais do Ministério Público, previstas no artigo 127 da Constituição Federal e na Lei Complementar nº 75/1993, que tratam da defesa da ordem jurídica, do patrimônio público e dos interesses sociais.

Como providências iniciais, o inquérito civil foi vinculado à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão (1ª CCR) do MPF, cabendo ao setor jurídico adotar as medidas necessárias para a formalização e a publicidade do procedimento. A portaria determina ainda a reiteração do ofício, com o objetivo de obter informações adicionais que permitam o aprofundamento da investigação sobre os fatos relacionados à contratação do escritório de advocacia e à destinação dos recursos do FUNDEF no município.

Outro lado

O GP1 procurou a prefeita Maninha Fontenele, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem.

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