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Teresina - Piauí

Dudu sobre filiados ao MDB: “se tiver medo da porca, é só não se candidatar”

Em entrevista ao GP1, ele afirmou que o processo eleitoral pressupõe risco e competitividade.

A decisão do MDB de não filiar o vereador Draga Alana gerou reação imediata no cenário político local. Nesta semana, o líder do partido, João Mádison, afirmou que a legenda optou por não acolher o parlamentar sob o argumento de que filiados veteranos estariam receosos de perder espaço na disputa proporcional. A justificativa foi duramente criticada pelo vereador Dudu (PT), que classificou como “medrosa” a postura atribuída a integrantes do MDB. Em entrevista ao GP1, ele afirmou que o processo eleitoral pressupõe risco e competitividade, não havendo espaço para reservas de mercado dentro da política.

“Quando você se candidata, só existem duas alternativas: ou você ganha ou a ‘porca’ te come. Não faz sentido deixar de disputar por medo de perder a vaga para outro. Se alguém está com medo, talvez nem devesse se candidatar”, declarou.

Foto: Lucas Dias/GP1Vereador Dudu
Vereador Dudu

Articulação no PT

Enquanto o MDB fecha as portas, Dudu afirma que segue empenhado em viabilizar a filiação de Draga Alana ao Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, o vereador passará por uma sabatina interna da sigla na próxima segunda-feira (15).

O parlamentar petista ressaltou que sua defesa da filiação não representa confronto com a direção partidária, mas sim a busca por fortalecer o campo político aliado com nomes competitivos. A cúpula do partido, no entanto, aponta limitações objetivas quanto à composição da chapa.

Impasses e limites legais

O presidente municipal do PT, vereador João Pereira afirmou em entrevista ao GP1 que apesar de reconhecer o capital político de Draga Alana, ele destacou que o principal obstáculo é o número máximo de pré-candidaturas masculinas já definido pela federação partidária.

“Draga Alana é um quadro respeitado, atuante e reconhecido pelo partido. Ele tem o respeito da bancada”, afirmou João Pereira. Contudo, explicou que a federação já atingiu o limite de 21 pré-candidaturas masculinas, conforme estabelecido pela legislação eleitoral.

Segundo o dirigente, parte dessas vagas foi previamente validada pelas instâncias partidárias, inclusive antes do último pleito presidencial, contemplando lideranças que disputaram eleições anteriores ou obtiveram votação expressiva. Entre os nomes citados estão o vereador Enzo Samuel e os deputados Evaldo Gomes (Solidariedade) e Tales, atualmente sem partido. “Essas solicitações já haviam sido aprovadas. Não podemos criar uma expectativa que, neste momento, não há como atender”, pontuou.

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