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Teresina - Piauí

Posto da Rede HD em Teresina recebeu R$ 33,1 milhões de empresário investigado na Farra do INSS

Valor foi recebido pela Pima Energia Cegonha, de um dos alvos da Operação Carbono Oculto 86.

O empresário Natjo de Lima Pinheiro, investigado no esquema conhecido como Farra do INSS, repassou R$ 33,1 milhões, em apenas seis meses, para um dos postos da Rede de HD, em Teresina, apontada em investigações como suspeita de lavagem de dinheiro ligada à facção Primeiro Comando da Capital. O montante foi recebido pela empresa Pima Energia Cegonha LTDA, registrada em nome de Moisés Eduardo Soares Pereira, que foi alvo da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí. As informações são do portal Metrópoles.

Os pagamentos foram feitos pela empresa Solução Serv e Tecnologia LTDA, considerada uma das pessoas jurídicas utilizadas por Natjo. O empresário também foi presidente e tesoureiro da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (CAAP), entidade investigada por suspeita de realizar descontos indevidos e não autorizados em aposentadorias. O esquema passou a ser chamado de Farra do INSS após revelações divulgadas pelo Metrópoles.

Foto: Alef Leão/GP1Posto Diamante
Posto Diamante

A Pima Energia é apontada como um dos CNPJs ligados à rede de postos HD no estado. Em novembro do ano passado, dezenas de estabelecimentos foram alvos de operação conjunta das polícias Civil e Militar do Piauí, dentro da ação Carbono Oculto 86. A investigação é um desdobramento local da operação conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

De forma oficial, a empresa Pima Energia Cegonha LTDA é responsável pelo posto HD 07, conhecido como Posto Diamante 07. O estabelecimento fica no bairro Santo Antônio, em Teresina, e foi um dos alvos da operação, permanecendo fechado desde a deflagração das ações policiais. As apurações apontam que os valores foram transferidos entre novembro de 2024 e abril de 2025.

As informações sobre os repasses foram identificadas por técnicos da CPMI que investiga o caso. Os dados constam em requerimento apresentado pelo relator do colegiado, o deputado federal Alfredo Gaspar, que solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa Pima Energia. O pedido foi protocolado na última sexta-feira (20) e ainda aguarda análise pela comissão.

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