Cerca de 9 anos após a morte de Emilly Caetano, o soldado da Polícia Militar do Piauí, Aldo Luís Barbosa Dornel, teve o julgamento marcado para o dia 16 de março, e irá acontecer no Auditório do Fórum Cível e Criminal Desembargador Joaquim de Sousa Neto, no Centro de Teresina. O policial é acusado de matar a criança a tiros durante uma abordagem na noite do dia 25 de dezembro de 2017 na Avenida João XXIII. Na época, a vítima tinha apenas 9 anos.
A data do julgamento foi marcada pelo juiz Ronaldo Paiva Nunes Marreiros, da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri. Além do soldado da PM-PI, outro policial, Francisco Venício Alves, também será submetido a júri popular por suspeita de participação no crime.
Aldo Luís Barbosa Dornel é réu pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio contra os pais e as duas irmãs de Emilly e fraude processual. Já o policial Francisco Venício será julgado apenas pelo crime de fraude processual.
Relembre o crime
Segundo a denúncia do Ministério Público do Piauí, no dia 25 de dezembro de 2017, os policiais realizavam ronda quando foram abordados por um rapaz, que informou ter sofrido uma tentativa de assalto e que os responsáveis estariam em um veículo com características semelhantes ao carro onde estavam Emilly Caetano, seus pais e duas irmãs, um Renault Clio.
Depois de serem informados sobre o suposto roubo, os acusados avistaram o veículo da família e tentaram realizar uma aproximação (com giroflex da viatura desligado). O pai de Emilly, Evandro Costa, temendo que poderia ser multado por infringir as normas de trânsito (pois a filha menor de 01 ano não estava no bebê conforto), tentou desvencilhar-se da viatura policial.
Essa reação chamou a atenção dos policiais, que iniciaram uma perseguição ao veículo (ainda com giroflex da viatura desligado). Em determinado momento, os acusados fizeram indicativo de parada com o acionamento do giroflex, assim que o veículo da família da vítima estacionou próximo à Concessionária Alemanha Veículos.
Criança foi morta a tiros
Assim que para a viatura, o policial Dornel atira diversas vezes contra o carro da família, atingindo Emilly fatalmente. Os pais da criança, Evandro Costa e Dayanne Costa, também foram baleados dentro do carro. Enquanto isso, o outro PM, Francisco Venicio, efetuou dois disparos para o alto.
O Ministério Público ainda apontou que, após o ocorrido, os réus recolheram estojos e projéteis de arma de fogo da cena do crime, além de modificarem a posição da viatura policial. Ou seja, alteraram o local antes da chegada da perícia.
Carolina Matta
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