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Teresina - Piauí

Julgamento de PM acusado de matar criança de 9 anos em Teresina é adiado

A sessão estava marcada para ocorrer nesta segunda-feira (16), na 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri.

O julgamento do policial militar Aldo Luís Barbosa Dornel, acusado de homicídio qualificado contra a menina Emilly Caetano Costa, de 9 anos, foi adiado para o dia 30 de abril de 2026, por ausência de duas testemunhas. A sessão estava marcada para ocorrer nesta segunda-feira (16), na 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina. A nova data foi definida pelo juiz Ronaldo Paiva Nunes Marreiros.

Familiares da vítima demonstraram indignação com o adiamento. A mãe de Emilly, Dayanne Costa, que veio de Goiânia para acompanhar o julgamento criticou a decisão. “A gente fica sem entender o porquê desse adiamento, todos que interessavam já estavam aqui. Eu vim de Goiânia e estou voltando sem a resposta que eu queria. Um sentimento de indignação mesmo, afinal já são 9 anos. A gente esperou tudo isso para chegar aqui e receber a notícia de adiamento. Só quero justiça”, declarou.

Foto: Facebook/Dayanne Evandro Emilly Caetano
Emilly Caetano

Além de Dornel, o policial Francisco Venício também é réu no processo. Dornel responde pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra os pais e as duas irmãs da vítima e fraude processual. Já Venício será julgado apenas pelo crime de fraude processual.

Relembre o crime

De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí, o caso aconteceu no dia 25 de dezembro de 2017. Na ocasião, os policiais realizavam rondas quando foram abordados por um homem que relatou ter sido vítima de uma tentativa de assalto. Ele informou que os suspeitos estariam em um veículo com características semelhantes a um Renault Clio, carro onde estavam Emilly, seus pais e duas irmãs.

Após receberem a informação, os policiais avistaram o veículo da família e tentaram se aproximar, ainda com o giroflex da viatura desligado. O pai da menina, o cantor Evandro Costa, temendo ser multado por uma infração de trânsito, já que a filha menor de um ano não estava no bebê conforto, tentou se afastar da viatura.

A atitude chamou a atenção dos policiais, que iniciaram uma perseguição ao carro da família. Em determinado momento, os agentes acionaram o giroflex e deram ordem de parada quando o veículo já estava próximo à concessionária Alemanha Veículos.

Criança foi morta a tiros

Segundo o Ministério Público, assim que a família parou o carro, o policial Dornel efetuou disparos contra o veículo, atingindo fatalmente a menina Emilly Caetano Costa. Os pais da criança, Evandro Costa e Dayanne Costa, também foram baleados dentro do carro.

Durante a ação, o policial Francisco Venício efetuou dois disparos para o alto.

A investigação aponta ainda que, após o ocorrido, os policiais recolheram estojos e projéteis da cena do crime e alteraram a posição da viatura, modificando o local antes da chegada da perícia, o que caracterizaria fraude processual.

*Com informações da jornalista Nathália Carvalho

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