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Teresina - Piauí

Motoristas do transporte municipal fazem paralisação no Piauí e reivindicam reajuste salarial

A decisão também ocorre em meio as incertezas no setor relacionadas à prestação do serviço.

Os motoristas que atuam no transporte intermunicipal no Piauí paralisaram as atividades nesta segunda-feira (23) por três horas, em razão de estado de greve deflagrado pela categoria, que vem buscando junto ao setor patronal negociações referentes ao reajuste de salários e benefícios. A decisão também ocorre em meio as incertezas no setor relacionadas à prestação desse serviço, cuja licitação ainda não tem previsão para ser realizada.

Em nota, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí (Sintetro-PI), Antônio Cardoso, afirmou que chegou a procurar a Secretaria de Estado dos Transportes (SETRANS) para mediar os conflitos existentes entre os motoristas e o setor patronal, que manifestou desinteresse em negociar com os trabalhadores por conta das dúvidas em torno da realização do certame do transporte público intermunicipal. Contudo, a entidade não obteve retorno da secretaria, contribuindo para o cenário de indefinição e segurança sobre a licitação.

Foto: Divulgação/SintetroParalisação dos motoristas do transporte intermunicipal do Piauí
Paralisação dos motoristas do transporte intermunicipal do Piauí

“O sindicato patronal não sentou na mesa de negociação porque disse que está na segurança, devido o Governo do Estado ter feito um estudo em que gastou mais de R$ 3 milhões, visitando cidades, levantando o número de passageiros, e entregou para a Setrans, que por outro lado ainda não deu posicionamento se vai haver ou não licitação”, declarou Antônio Cardoso.

Devido à recusa de negociação diante da reivindicação da categoria, assim como a falta de definição por parte do Poder Público e expiração da convenção coletiva de trabalho e insatisfação da classe, o Sintetro estabeleceu, no dia 17 de março, o estado de greve no setor do transporte intermunicipal. “Eles [empresários] disseram que não vão assinar convenção, porque não tem certeza se vão continuar como permissionários das linhas. Essa é a alegação deles para não fazer convenção. O nosso lado é que a convenção já está vencida, os trabalhadores estão nessa insegurança porque não teve reajuste de salário e aumentou tudo. A gente fica sem saber o que fazer, e fizemos essa mobilização para chamar atenção do poder público para dar uma decisão se vai ou não haver a licitação, e o prazo”, afirmou o presidente da entidade.

Caso a indefinição referente à licitação persista e não seja registrado avanço nas negociações, o sindicado dos trabalhadores definiu que poderá convocar nova assembleia para deliberar sobre a deflagração de greve.

Outro lado

Procurado pelo GP1, a assessoria da SETRANS afirmou que o plano diretor de transporte e as minutas dos editais para o transporte intermunicipal convencional de passageiros e do transporte alternativo estão em fase de conclusão. Apesar disso, não há previsão para que o processo licitatório seja realizado.

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