A servidora vítima de estupro ocorrido nas dependências da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí permanece internada em estado grave e sem previsão de alta, conforme informou a defesa nesta segunda-feira (23), em nota.
De acordo com a advogada Nathália Freitas, responsável pela defesa da vítima, a paciente está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Teresina, onde segue sob cuidados intensivos. Durante o período de internação, ela chegou a ficar entubada por aproximadamente três dias.
Ainda segundo a defesa, a família busca a transferência da vítima para um hospital da rede particular, mas aguarda posicionamento do PLAMTA quanto à disponibilidade de vaga.
Estado de saúde preocupa
Conforme a advogada Nathália Freitas, a vítima apresenta episódios de extrema agitação, estado de pânico, gritos constantes por socorro e pedidos de proteção. Ela também relata dores e apresenta movimentos involuntários compatíveis com reações de defesa. Além disso, há registro de confusão mental significativa, o que reforça a gravidade da violência sofrida e exige cautela na divulgação de informações.
Defesa pede cautela
A defesa também se manifestou sobre informações que circulam a respeito de um suposto relacionamento entre a vítima e o investigado. Segundo a advogada, qualquer afirmação nesse sentido é considerada prematura.
Isso porque, conforme destacado, a vítima ainda não recuperou plenamente a consciência para relatar os fatos sob sua própria perspectiva, sendo fundamental respeitar seu direito de fala no momento adequado.
Confira a nota na íntegra
A defesa técnica da vítima vem a público atualizar as informações acerca do estado de saúde da vítima de grave violência ocorrida nas dependências da Delegacia Geral.
No que se refere ao quadro clínico, informa-se que a vítima permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, sem qualquer previsão de alta. Durante o período de internação, esteve entubada por aproximadamente três dias. A família, diante da gravidade da situação, busca a transferência para hospital da rede particular, estando, no momento, no aguardo de posicionamento do PLAMTA quanto à disponibilidade de vaga.
Quanto às informações que vêm sendo divulgadas acerca da existência de um suposto relacionamento entre a vítima e o investigado, a defesa ressalta que qualquer afirmação nesse sentido é absolutamente prematura. A vítima sequer recuperou sua plena consciência para relatar os fatos sob sua perspectiva, sendo indispensável o respeito ao seu direito de fala no momento oportuno.
Registre-se, ainda, que, mesmo sob cuidados intensivos, a vítima apresenta episódios de extrema agitação, demonstrando estado de pânico, com gritos constantes por socorro e pedidos de proteção, além de relatar dores e apresentar movimentos involuntários compatíveis com reação de defesa. O quadro inclui, ainda, significativa confusão mental, o que reforça a gravidade da violência sofrida e a necessidade de cautela na divulgação de informações.
A defesa técnica da vítima reafirma seu compromisso com a verdade dos fatos e com a preservação da dignidade da vítima, confiando que todos os esclarecimentos necessários serão alcançados por meio das vias legais adequadas.
Nathália Freitas | Defesa técnica da vítima
Brunno Suênio
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