O piauiense precisa ganhar, em média, R$ 1.144 a mais por mês para conseguir arcar com os gastos básicos, é o que apontam dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, ao comparar o rendimento da população com o custo de vida no estado.
Segundo levantamento do Serasa Experian, o custo médio mensal de vida no Piauí é de R$ 2.690. No entanto, o rendimento médio do trabalhador é de apenas R$ 1.546, o que evidencia a dificuldade de cobrir despesas essenciais como alimentação, saúde, educação, transporte e moradia.
Entre os principais gastos, a alimentação lidera. As despesas com supermercado chegam a cerca de R$ 680 por mês, o equivalente a quase metade da renda média. Também pesam no orçamento contas recorrentes, como água, energia e internet, com média de R$ 500 mensais, além de gastos com saúde e atividades físicas (R$ 510) e compras em geral (R$ 410).
No cenário nacional, o custo médio de vida é de R$ 3.520. Os maiores valores são registrados no Distrito Federal (R$ 4.920), Paraná (R$ 4.300) e São Paulo (R$ 4.270), enquanto os menores custos estão em Sergipe (R$ 2.010), Maranhão (R$ 2.230) e Alagoas (R$ 2.450). A diferença entre o que se ganha e o que se gasta tem contribuído diretamente para o aumento do endividamento.
Caroline Vitorino
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