A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) esteve no Instituto Médico Legal (IML) na tarde desta segunda-feira (11), onde foi submetida a exame pericial. O procedimento atende a decisão proferida pela juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 98ª Zona Eleitoral, que deu 48 horas para que a parlamentar realizasse avaliação psiquiátrica após a defesa de Tatiana pedir a revogação do monitoramento eletrônico devido ao estado psiquiátrico da vereadora.
Tatiana Medeiros foi condenada a 19 anos, 10 meses e sete dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral, peculato-desvio, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Ela está em prisão domiciliar desde 3 de junho de 2025.
Conforme apresentado pela defesa da vereadora, o uso da tornozeleira eletrônica tornou-se “inadequado e perigoso”, com laudos que indicam ideação suicida ativa e depressão profunda. Os advogados sustentam que o uso do dispositivo agrava o quadro clínico da parlamentar, pois o próprio cabo carregador do aparelho poderia ser utilizado por ela para autoextermínio.
Inicialmente, a magistrada Júnia Maria Feitosa recusou o pedido de revogação do monitoramento eletrônico, mas determinou a realização da perícia para comprovar o real estado de saúde de Tatiana Medeiros. Na decisão, a juíza também menciona a internação da vereadora em um centro de reabilitação desde o início de maio, o que garante um ambiente terapêutico controlado e afasta a urgência para retirada imediata da tornozeleira eletrônica.
Após apresentação do laudo pericial oficial, o Ministério Público Eleitoral (MPE) tem mais de 24 horas para se manifestar sobre a manutenção ou revogação do monitoramento eletrônico da vereadora.
Carolina Matta
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