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Irmãos da menina de 4 anos estuprada são levados para abrigo

A menina permanece internada e o estado de saúde é bom, mas ainda não tem previsão de alta.

Na tarde desta quinta-feira (10), a juíza Maria Luiza Mello e Freitas, da 1ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, retirou da avó a guarda das cinco crianças irmãs da garota de 4 anos, vítima de maus-tratos e abuso sexual, que está internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Como a família não tinha condições de cuidar das crianças, e ainda o fato dos pais estarem soltos apresentar um risco a segurança das mesmas, a juíza determinou que as cinco crianças (de 10, 9, 7, 2 e 1 ano) fossem transferidas para um abrigo, na zona leste de Teresina.

Em entrevista ao jornal do Piauí, o diretor do Grupo Amigos da Vida (GAV), Miranda Neto, disse que a decisão da juíza é o melhor até que se resolva o caso. "Como está sendo muito divulgada, a juíza achou melhor chamar o conselho tutelar para que pudesse abrigar [as crianças] até que se resolva o caso”, afirmou.

De acordo com os laudos médicos, o abuso contra a criança de 4 anos, que é surda muda foi comprovado e ainda que a mesma sofre da Síndrome da Criança Espancada. A menina permanece internada e o estado de saúde é bom, mas ainda não tem previsão de alta.

Entenda o caso

Na madrugada desta quarta-feira (10), uma menina de quatro anos de idade foi internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) com diversas lesões pelo corpo. De acordo com informações da polícia, a suspeita é de que a menina era constantemente maltratada e violentada sexualmente pelo padrasto e que a própria mãe aceitava o crime.

A criança é surda muda e possuía diversas marcas de maus tratos pelo corpo, inclusive nas partes genitais, um laudo preliminar identificou que a violência era recorrente. A menina estava sem se alimentar regularmente há pelo menos quatro dias.

Pais presos

Os pais da vítima, Erinaldo Nascimento dos Santos e Leila Dayane da Silva Sales, foram presos e liberados em menos de 24 horas, mesmo confessando as agressões contra a criança.

Apesar da gravidade o juiz de custódia concedeu liberdade provisória, mas algumas condições foram impostas, como, a mãe está proibida de se aproximar dos filhos na distancia mínima de 200 metros e de manter contato com eles e familiares e testemunhas; não pode deixar Teresina; tem que comparecer ao juízo para informar as atividades quando for intimada e está proibida se mudar sem prévia autorização. Parte das restrições também vale para o pai, a diferença é que ele pode se aproximar dos filhos.

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