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Secretário Rubens Pereira manda investigar 16 policiais do Piauí

Cada comissão tem o prazo de 30 prorrogável por mais 30 dias para a conclusão dos trabalhos, a partir desta segunda-feira (22), quando as portarias foram publicadas no Diário Oficial do Estad

O secretário de Segurança Pública do Piauí, coronel Rubens Pereira, determinou a instauração de processos administrativos contra 16 agentes de Polícia Civil presos na Operação Infiltrados por fraude em concurso público realizado em 2012. As investigações serão conduzidas por comissões formadas por um delegado e dois agentes de polícia.

O objetivo dos processos é apurar vício ou ilegalidade nos atos de provimento e investidura dos policiais nos cargos nos quais foram fraudulentamente investidos, vez que inexistiu aprovação válida e legítima, pois teriam sido aprovados no referido certame, por meio de fraude.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Secretário de Segurança, coronel Rubens PereiraSecretário de Segurança, coronel Rubens Pereira

Os policiais investigados são: André Luis de Carvalho, Antônio Lopes da Silva Júnior, José Clodomar de Sabóia Júnior, Marcelo Freire, Maria dos Remédios Alcântara Santiago de Jesus, Regis Carlos de Oliveira Sousa, Priscila Almeida Lima Sabóia, Cícero Henrique de Sousa Araújo, Ricardo Araújo Mesquita, Paulo Alberto Machado Cerqueira, Thiago da Silva Macedo, Aline de Miranda Carvalho Nobrega, Anderson Vasconcelos da Nobrega, Cyro Nascimento Fonsêca, Jean Ribeiro da Costa e Marcos Fernando do Carmo Nunes.

Cada comissão tem o prazo de 30 dias prorrogável por mais 30 dias para a conclusão dos trabalhos, a partir desta segunda-feira (22), quando as portarias foram publicadas no Diário Oficial do Estado.

A operação

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí e a Delegacia Geral da Polícia Civil, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado – GRECO, Corregedoria de Polícia Civil e Diretoria de Inteligência da SSP-PI deflagraram em 09 de maio de 2017, a Operação Infiltrados com o objetivo de desarticular uma organização criminosa, formada por policiais civis, especializada em fraudes a concursos públicos, em especial, ao certame para Agente de Polícia Civil, realizado no ano de 2012.

As investigações tiveram início em 2016, após a deflagração da Operação Veritas, que culminou na prisão de 30 pessoas acusadas de fraudar o concurso do Tribunal de Justiça.

A operação contou com apoio de cerca de 100 policiais civis do Greco, Corregedoria de Polícia Civil, Diretoria de Inteligência da SSP-PI, Gerência de Polícia do Interior, Metropolitana e Especializada, Unidades de Polícia Civil da Capital e do Interior, além da DRF – Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil do Ceará e da 24ª Delegacia Seccional de Araripina-PE.

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