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Piauí

Defesa nega ligação entre Arimatéia Azevedo e o advogado Rony Samuel

"Não existem contatos que permitam unir Arimatéia ao advogado que também foi preso", diz nota.

A defesa do jornalista Arimatéia Azevedo enviou, na tarde desta quinta-feira (07), nota de esclarecimento após ação da Polícia Civil do Piauí que resultou na prisão do proprietário do Portal AZ e do advogado Rony Samuel, acusados do crime de extorsão contra o empresário Thiago Gomes Duarte.

Segundo a nota, o jornalista foi surpreendido pela decretação de sua prisão preventiva “por fatos que desconhece e, principalmente, sem nenhuma relação entre a suposta causa e o seu efeito”.

Foto: Reprodução/FacebookArimateia Azevedo
Arimateia Azevedo

“Não existem contatos, nenhuma ligação, ou mesmo qualquer recomendação ou palavra que permita unir Arimatéia ao advogado que também foi preso. Não existe uma única passagem que faça aparecer Arimatéia como autor da tentativa do benefício indevido”, argumentou a defesa.

Confira abaixo a nota na íntegra:

Processo não aponta ligação do jornalista Arimatéia Azevedo ao suposto crime de extorsão

O jornalista Arimatéia Azevedo foi surpreendido pela decretação de sua prisão preventiva na manhã de hoje (07), por fatos que desconhece, e principalmente sem nenhuma relação entre a suposta causa e o seu efeito.

Pelo que se depreende, do material levado ao juízo da Central de Inquéritos, Arimatéia teria publicado uma notícia no mês de maio, que seria objeto de suposta extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos.

Entretanto, não existem contatos, nenhuma ligação, ou mesmo qualquer recomendação ou palavra que permitam unir Arimatéia ao advogado que também foi preso. Não existe uma única passagem que faça aparecer Arimatéia como autor da tentativa do benefício indevido.

Resta ao advogado apontado no processo esclarecer se, em algum momento, ao repassar a notícia a Arimatéia, se assim aconteceu, afirmar ou negar se essa matéria teria sido encaminhada ao colunista do Portal AZ com o propósito de obter alguma vantagem, o que, se assim tiver acontecido, em nenhum momento terá sido a pedido, interesse ou motivação partida do jornalista Arimatéia Azevedo.

A própria investigação nada avança além desse ponto. O que comprova que a denúncia ou a matéria em si não pode ser o móvel do crime, porque, se assim o for, mais parece uma censura prévia à imprensa que denuncia ou questiona, o que passa bem longe de tentativas de práticas de ações não republicanas.

Entenda o caso

O jornalista Arimatéia Azevedo e o advogado Rony Samuel foram presos, na manhã desta quinta-feira (07), acusados do crime de extorsão, em cumprimento a mandados de prisão preventiva e temporária, respectivamente, expedidos pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, coordenador da Central de Inquéritos de Teresina.

O jornalista foi preso em casa, no bairro Todos os Santos, zona sudeste de Teresina e o advogado foi preso na cidade de Floriano, pela Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com o inquérito policial, que baseou a decisão do juiz, a investigação foi aberta após representação da vítima, Thiago Gomes Duarte, proprietário da empresa Saúde e Vida, do ramo de distribuição de medicamentos, relatando ter sido vítima de extorsão por parte do jornalista e do advogado.

Segundo representação criminal e termo de declarações do empresário, Lamarque Lavor, representante da empresa Saúde e Vida, recebeu mensagens do advogado Rony Samuel, o qual agia como ‘longa manus’ (executor de ordens) de Arimatéia Azevedo, jornalista e proprietário do Portal AZ, cobrando valores para fazer cessar a publicação de notas supostamente atacando a honra da vítima. Para iniciar a extorsão, Rony Samuel teria então apresentado uma primeira nota publicada na coluna de Arimatéia Azevedo, no Portal AZ.

O juiz então decretou as prisões preventiva e temporária do jornalista Arimatéia Azevedo e advogado Rony Samuel, respectivamente. “Estou convencido que a decretação da prisão preventiva se faz necessária para a garantia da ordem pública, eis que os elementos extraídos dos autos evidenciam a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do investigado José de Arimatéia Azevedo, evidenciadas no modus operandi deste, que friamente e em comunhão de desígnios com o outro investigado Rony Samuel se utilizaram do poder emanado por um meio de comunicação social de grande repercussão, qual seja o site “Portal AZ”, dirigido pelo próprio representado José de Arimatéia Azevedo, para ameaçar Thiago Gomes Duarte, através de funcionário e colaborador da vítima, caso este não lhes entregasse as quantias indevidamente exigidas”, destacou o magistrado.

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