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OAB-PI repudia agressão contra jornalista da TV Clube Emanuele Madeira

Segundo a nota, cenas como as que aconteceram no estádio “são inaceitáveis em uma sociedade democrática".

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí (OAB-PI), através das Comissões de Direito Desportivo, da Mulher Advogada e de Liberdade de Imprensa e Expressão, divulgou na noite desta quinta-feira (06) nota de repúdio contra a agressão sofrida pela jornalista Emanuele Madeira, do Globo Esporte Piauí - TV Clube, durante jogo entre Altos e Fluminense do Piauí, no estádio Felipão, na última quarta-feira (05).

Segundo a nota, cenas como as que aconteceram no estádio “são inaceitáveis em uma sociedade democrática, onde a liberdade de imprensa é um direito, bem como o livre exercício da profissão”.

“Quando um jornalista é agredido, não é apenas um profissional que se fere, mas toda a sociedade, pois o que se tentou, com esse ato covarde, foi calar a liberdade de imprensa e tolher, de toda a sociedade, o direito à informação”, diz outro trecho.

Ao final, a instituição afirma que acompanhará o caso com o intuito de preservar os direitos da vítima, a sua imagem profissional e o devido processo legal para todos os envolvidos.

Confira abaixo a nota na íntegra:

A OAB Piauí, por meio das Comissões de Direito Desportivo, da Mulher Advogada e de Liberdade de Imprensa e Expressão, repudia veementemente os atos de violência ocorridos, nessa quarta-feira (05), no estádio Felipão, localizado em Altos, durante o jogo entre os times Altos e Fluminense do Piauí. Na ocasião, a jornalista Emanuele Madeira foi covardemente agredida no exercício de sua profissão.

A Comissão entende o esporte como instrumento de socialização e integração social. O futebol, em específico, levanta a bandeira da coletividade e respeito ao adversário. Assim, cenas como essa são inaceitáveis em uma sociedade democrática, onde a liberdade de imprensa é um direito, bem como o livre exercício da profissão. Quando um jornalista é agredido, não é apenas um profissional que se fere, mas toda a sociedade, pois o que se tentou, com esse ato covarde, foi calar a liberdade de imprensa e tolher, de toda a sociedade, o direito a informação.

Ressalta-se ainda a violência contra a mulher também relacionada a esse caso, violência esta que, como toda agressão de gênero, não conhece fronteiras geográficas, étnicas, sociais, religiosas ou econômicas, e devem ser denunciadas e combatidas. A OAB Piauí não aceitará que atitudes como essa fiquem impunes. Em um estado onde a violência contra a mulher ainda alcança altos índices, a Seccional jamais será silente, sob pena de ser omissa e conivente com qualquer tipo de agressão.

A Seccional destaca ainda que a culpa pela violência nunca é da vítima e se posiciona contra todo tipo de julgamento sobre o perfil da profissional ou, ainda, outros aspectos que transfiram o foco dos fatos e da figura do autor para a vítima.

Portanto, diante da gravidade dos fatos, a OAB Piauí lamenta e repudia, com veemência, a agressão contra a jornalista Emanuele Madeira e reforça que acompanhará o caso com o intuito de preservar os direitos da vítima, a sua imagem profissional e o devido processo legal para todos os envolvidos.

Dalva Fernandes (Presidente da Comissão da Mulher Advogada)

Carlito de Sousa (Presidente da Comissão de Direito Desportivo)

Wilson Gondim (Presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Expressão)

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